Negócios
Americanas e Submarino ganham corpo para enfrentar varejo tradicional
Nova empresa fortalece presença física, na internet, TV, telefone e quiosques, ampliando foco de atuação muito além da web.
Por Ralphe Manzoni Jr, do IDG Now!
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O anúncio de fusão das operações da Americanas, que é dona da Americanas.com, e do Submarino, varejista exclusivamente virtual, não cria apenas a maior loja de comércio eletrônico do País, com 50% do mercado de vendas online.
Na visão dos analistas ouvidos pelo IDG Now!, a nova empresa ganha corpo para competir e colocar pressão no varejo tradicional.
A nova empresa, batizada de B2W, da qual a Lojas Americanas será dona de 53,25% do capital total e votante, vai manter a estratégia de multimarcas. Submarino, Americanas.com e Shoptime (que foi comprado pela Americanas) serão mantidos.
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Além disso, a nova empresa terá uma estratégia multicanal que a maioria dos seus competidores ainda não conseguir desenvolver. Ela tem presença na internet com Submarino, Americanas.com e Shoptime, na TV com o Shoptime e em lojas físicas, com a Americanas.
“É um movimento estratégico de expansão da possibilidade mercadológica”, avalia Daniel Domeneghetti, sócio da E-consulting. “Elas saem de um mercado pequeno, que é o comércio eletrônico, para outro de mais de 200 bilhões de reais”.
Se considerado apenas o resultado das vendas online, Submarino e Americanas.com devem faturar entre 2 bilhões de reais e 2,5 bilhões de reais em 2006, 50% do previsto para este ano, cuja previsão é de 4,3 bilhões de reais, segundo a e-bit.
“Eles ganham poder de fogo para competir com o varejo tradicional”, afirma Pedro Guasti, presidente do e-bit, que estima que o faturamento conjunto da nova operação, incluindo as vendas das lojas físicas da Americanas, em 4 bilhões de reais.
Com isso, elas ficam mais fortes também para enfrentar ameaças externas, como a Amazon.com, maior loja de comércio eletrônico do mundo, que está começando a estudar novos mercados, acredita Guasti.
A nova empresa também tem planos de atuar em mercados externos, afirmou Domeneghetti. “Uma companhia de varejo desse porte não pode ficar só no País”, diz o consultor, que acredita que o mercado hispânico e ibérico são caminhos óbvios em médio prazo.
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