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Negócios

Stefanini cresce 30% em 2006 e mira aquisições

Companhia fatura 320 milhões de reais e pretende adquirir empresas de serviços, sobretudo no exterior, para quintuplicar seus negócios até 2011.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

23 de novembro de 2006 - 16h35
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Com uma margem de crescimento superior àquela registrada nos anos anteriores – e com metas ambiciosas de expansão –, a Stefanini IT Solutions deve encerrar o ano de 2006 com o faturamento na casa dos 320 milhões de reais, informou a companhia nesta quinta-feira (23/11).

Segundo Marco Stefanini, presidente e fundador da companhia, o resultado representa crescimento de 30% sobre 2005, acima da média de 20% que a empresa registrou nos anos anteriores. No entanto, o objetivo até 2011 é quintuplicar o volume de negócios, a 1,5 bilhão de reais em faturamento.

De acordo com o executivo, a estratégia para atingir tal número está apoiada, sobretudo, na abertura de capital – prevista para 2007 – e em aquisições, além do tradicional crescimento orgânico. “Temos dois pilares de crescimento, por meio da base – com oferta de outros serviços – e também em novos clientes”, disse.

Para o crescimento orgânico, o executivo aposta em ampliar a penetração nos mercados existentes. Quanto aos novos serviços, a companhia pretende buscar oportunidades em novos serviços como BPO – Business Process Outsourcing – e novas aquisições de empresas de serviços. “Podemos dizer que as áreas de aplicações e mesmo help desk, além de BPO, fazem sentido neste momento para as aquisições”, explicou o executivo.

A expectativa da companhia é fazer a primeira compra antes da oferta pública inicial de ações. A idéia é incorporar empresas de médio porte e, de preferência no exterior – em países como Estados Unidos, Inglaterra e México. “Digo ‘preferencialmente’ no exterior porque temos uma chance de crescimento maior dessa forma lá fora”, apontou. A Stefanini está a procura de empresas com faturamento de 20 a 70 milhões de reais.

Em relação à abertura de capital, o executivo aponta ainda que não há definição do percentual que será destinado ao IPO. Também não houve contratação de agentes financeiros até o momento. “O IPO não é exigência do mercado internacional, mas constitui uma oportunidade importante de crescimento”, afirmou.

Atualmente a companhia mantém operações em 14 países e 4,5 mil funcionários. O objetivo, porém, é alcançar até 20 mil colaboradores nos próximos cinco anos.

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