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Em processo tardio, Infor busca aproximação com clientes no Brasil

Mais de 160 dias após o anúncio da aquisição da SSA Global, companhia envia ao País executivo para esclarecer dúvidas sobre suporte, continuidade de produtos e, sobretudo, eliminar boatos.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

27 de novembro de 2006 - 09h22
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A comunicação aos clientes sobre o futuro de determinada companhia em caso de fusão é tida por muitos como um ponto vital para retê-los. Assim, é fundamental esclarecer dúvidas que surgem sobre continuidade de produtos, suporte e contratos em vigor. Foi para responder a perguntas como essas que a Infor – companhia que anunciou em maio passado a aquisição da SSA Global – trouxe para o Brasil, na última semana do mês de outubro, o presidente do grupo de soluções corporativas, Jerry Rulli.

Na pauta, colocar um ponto final nas especulações de reestruturação e no período que se tornou longo e apreensivo para muitos dos usuários – afinal, mais de 160 dias se passaram desde o anúncio da venda da SSA até o primeiro encontro com clientes brasileiros. “A comunicação atrasou e o que foi feito não foi o suficiente até então para satisfazer os clientes”, aponta uma fonte da empresa que pede para não ser identificada.

No primeiro encontro da série de reuniões que a Infor pretende fazer, 48 executivos estiveram presentes e uma das mensagens principais que a companhia procurou emplacar foi: nenhuma linha de produtos está com o fim decretado. “Não temos estratégias para descontinuar produtos. Ao passo em que os clientes continuam utilizando as ferramentas, devemos mantê-las. Incentivamos a substituição para as linhas mais novas, mas não forçamos ninguém a migrar”, enfatizou Rulli.

Entre alguns clientes da extinta SSA existiam especulações negativas especialmente sobre o futuro do sistema de gestão BPCS, que, de acordo com os rumores, não teria mais espaço no portfólio de produtos da Infor.

Ainda no que diz respeito às soluções, o executivo fez questão de ressaltar que a companhia tem trabalhado para diminuir a diferença de tempo de lançamento dos produtos nos Estados Unidos e no Brasil. “Aprovamos uma elevação de 25% na verba nacional para favorecer a localização de produtos. Acreditamos que isso ajudará a reduzir essa brecha”, complementa Robert Faricy, vice-presidente da Infor para América Latina.

O empenho em firmar parcerias com outras empresas brasileiras para complementar suas soluções foi outro ponto de ênfase da Infor durante o evento. Uma delas diz respeito ao acordo com a Mastersaf, para incluir em seus sistemas de gestão módulos que atendam, por exemplo, às determinações do Ato Cotepe 70. A determinação do governo brasileiro exige entrega, em meio magnético, de várias informações por parte das companhias estabelecidas no País, entre elas dados contábeis, contas a pagar, a receber e registros detalhados das operações.

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