Negócios
Em processo tardio, Infor busca aproximação com clientes no Brasil
Mais de 160 dias após o anúncio da aquisição da SSA Global, companhia envia ao País executivo para esclarecer dúvidas sobre suporte, continuidade de produtos e, sobretudo, eliminar boatos.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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A comunicação aos clientes sobre o futuro de determinada companhia em caso de fusão é tida por muitos como um ponto vital para retê-los. Assim, é fundamental esclarecer dúvidas que surgem sobre continuidade de produtos, suporte e contratos em vigor. Foi para responder a perguntas como essas que a Infor – companhia que anunciou em maio passado a aquisição da SSA Global – trouxe para o Brasil, na última semana do mês de outubro, o presidente do grupo de soluções corporativas, Jerry Rulli.
Na pauta, colocar um ponto final nas especulações de reestruturação e no período que se tornou longo e apreensivo para muitos dos usuários – afinal, mais de 160 dias se passaram desde o anúncio da venda da SSA até o primeiro encontro com clientes brasileiros. “A comunicação atrasou e o que foi feito não foi o suficiente até então para satisfazer os clientes”, aponta uma fonte da empresa que pede para não ser identificada.
No primeiro encontro da série de reuniões que a Infor pretende fazer, 48 executivos estiveram presentes e uma das mensagens principais que a companhia procurou emplacar foi: nenhuma linha de produtos está com o fim decretado. “Não temos estratégias para descontinuar produtos. Ao passo em que os clientes continuam utilizando as ferramentas, devemos mantê-las. Incentivamos a substituição para as linhas mais novas, mas não forçamos ninguém a migrar”, enfatizou Rulli.
Entre alguns clientes da extinta SSA existiam especulações negativas especialmente sobre o futuro do sistema de gestão BPCS, que, de acordo com os rumores, não teria mais espaço no portfólio de produtos da Infor.
Ainda no que diz respeito às soluções, o executivo fez questão de ressaltar que a companhia tem trabalhado para diminuir a diferença de tempo de lançamento dos produtos nos Estados Unidos e no Brasil. “Aprovamos uma elevação de 25% na verba nacional para favorecer a localização de produtos. Acreditamos que isso ajudará a reduzir essa brecha”, complementa Robert Faricy, vice-presidente da Infor para América Latina.
O empenho em firmar parcerias com outras empresas brasileiras para complementar suas soluções foi outro ponto de ênfase da Infor durante o evento. Uma delas diz respeito ao acordo com a Mastersaf, para incluir em seus sistemas de gestão módulos que atendam, por exemplo, às determinações do Ato Cotepe 70. A determinação do governo brasileiro exige entrega, em meio magnético, de várias informações por parte das companhias estabelecidas no País, entre elas dados contábeis, contas a pagar, a receber e registros detalhados das operações.
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