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Negócios

Governo planeja laptop popular em 2007

O governo brasileiro planeja lançar, no primeiro semestre de 2007, programa de incentivo à venda de laptops com Linux. Meta é atingir preços inferiores a R$ 2 mil.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

27 de novembro de 2006 - 11h26
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O governo brasileiro planeja lançar, no primeiro semestre de 2007, um programa de incentivo à venda de laptops de baixo custo, equipados com sistema operacional de código aberto.
 
A iniciativa deve seguir os mesmos moldes do projeto de inclusão digital “Computador para Todos”, destinado à venda de desktops, inclusive no modelo de financiamento. “O desafio seria colocar equipamentos à venda abaixo dos 2 mil reais”, afirma José Aquino, assessor especial da Presidência da República.

Segundo o executivo, as diretrizes para este programa foram discutidas durante todo o mês de outubro. Em 6 de novembro, o grupo formado por representantes da Presidência da República e do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) chegaram às definições daquilo que será apresentado aos fabricantes. “Fizemos várias pesquisas de mercado para chegar à definição. Queremos fazer o programa o mais breve possível, e o ideal seria logo no primeiro semestre de 2007”, aponta.

Após a reunião, o secretário de política de Informática, Augusto Gadelha, ficou encarregado de enviar uma carta aos 53 fabricantes do Computador para Todos solicitando idéias e contribuições para a formulação do programa. O documento deve ser enviado esta semana, segundo o MCT. “Queremos ainda dar uma atenção especial aos professores, especialmente em relação à linha de crédito”, diz.

Os planos iniciais de configuração incluem memória de 256 Megabytes (MB), disco rígido de 40 Gigabytes (GB), processador de 1,4 GHz e tela de 15 polegadas. O pacote de software deve ser semelhante ao do programa de desktops, com 26 aplicativos e sistema operacional em código aberto.

Computador mais barato

Além de debater a elaboração de um programa destinado aos computadores portáteis, o MCT e a Presidência também discutiram alterações no programa Computador para Todos nas últimas semanas. Segundo Aquino, os fabricantes credenciados no programa deram algumas sugestões de alteração para baratear ainda mais o equipamento. “Entre as idéias que foram acatadas está a eliminação do drive de disquete, por exemplo, substituído pelo leitor de CD”.

Posteriormente às definições, o governo deverá publicar um anexo à portaria regulamentando as alterações. “Não estamos impondo uma nova redução de preços, mas esperamos que a própria concorrência assim o faça”, aponta o assessor. Atualmente o teto do valor para os equipamentos enquadrados no Computador para Todos está em 1,4 mil reais.

Programas diferenciados para inclusão

O governo sabe também, de acordo com Aquino, que precisará preencher as lacunas deixadas pelos programas de incentivo à aquisição de equipamentos junto às camadas de baixa renda. “Essas pessoas nem com os incentivos conseguem comprar o computador. Dessa forma, a idéia é viabilizar outras alternativas à inclusão digital, como o laptop de 100 dólares”, explica.

Na última sexta-feira (24/11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o primeiro esboço do laptop. Segundo o executivo, a Presidência e o MCT estão trabalhando junto ao MEC para formatar o programa de uso do equipamento. “Queremos chegar a três pontos: revolução da educação, inclusão digital e apropriação desse produto. Não queremos ser compradores dessa tecnologia, mas produtores”, conclui.

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