Negócios
O Cobol ainda não morreu
Por COMPUTERWORLD
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Os riscos de reescrever
Para melhor ou para pior, o destino de Cobol está indissoluvelmente ligado ao do mainframe. E ambos ainda deverão existir por muito tempo. Migrar programas Cobol do mainframe pode proporcionar mais velocidade e economia de custo em algumas situações. Os gastos das operações com opções de compra de ações da Bolsa de Valores de Nova York, por exemplo, passaram de 2,5 milhões de dólares anuais em um mainframe hospedado para 200 mil dólares em um sistema distribuído interno que é de 10 a 20 vezes mais rápido nas aplicações em tempo real.
Entretanto, as organizações talvez queiram pensar cuidadosamente antes de reescrever estas aplicações para outra linguagem. Cobol é mais fácil de ler e gerenciar do que C# ou Java, diz Crego, que chama Visual Basic, C e C# de “write-only code”. E reescrever alguns programas Cobol pode exigir quatro ou cinco vezes mais linhas de programa em Java ou C#, explica Vecchio, do Gartner. Ele descreve tais projetos como “um pesadelo de manutenção anunciado”.
Reescrever Cobol também traz outros riscos. As aplicações, que costumam dominar o processamento back-end, incorporam anos de conhecimento acumulado em processos e regras de negócio criados por programadores que já deixaram a empresa. “É aí que moram os riscos. Você está mudando não só a base de código, mas também a base de conhecimento”, aponta Hirsch, da Nyse. Algumas empresas começaram a reescrever projetos e descobriram que não têm o código-fonte ou, pelo menos, não a versão atual.
Mas ninguém é obrigado a reescrever. “Sempre existirão sistemas capazes de executar código compilado IBM 360”, acredita Crego, da Accenture. Cobol pode ser modernizado e os usuários podem ser separados do back end por links para aplicações baseadas na Web. É o que a Papé Group está fazendo. Embora 95% de seus sistemas back-end permaneçam em Cobol, aplicações front-end estão passando para tecnologias Web.
Visões estreitas
Cada um vê o mundo com um prisma diferente e compara-se linguagem com produto. Uma linguagem é um elemento abstrato que pode ser implementada através de um produto. Cada pessoa que usa um produto baseado em COBOL parece que não se dá conta que a linguagem COBOL não é apenas aquilo que ele está usando e, ao se deparar com uma nova necessidade, logo acha que precisa trocar de linguagem. Não avalia se aquela implementação COBOL não prevê a situação ou o sujeito sequer pesquisou no manual ou help como resolver a questão.
Não existe nada que não possa ser feito com um computador que não possa ser escrito com a linguagem COBOL. Quem deixa o preconceito de lado, pára e pensa economiza muito tempo e dinheiro.
Fazendo uma atualização tecnológica no patrimônio em COBOL pode se ter com muito mais rapidez e segurança os resultados desejados, seja em batch, orientação a objetos, interface gráfica, banco de dados ou migração de mainframes para baixa plataforma.
Só não vê quem não quer para poder vender outra opção de solução.
Carlos Roberto - 29 Nov 2006, 13h11
COBOL eterno: SOA e o legado
Instituições financeiras, órgãos governamentais e empresas que fazem uso de computadores há muito tempo têm nas aplicações COBOL a espinha dorsal de seus negócios. Esse legado, que demandou recursos financeiros e tempo para ser construído, não pode ser substituído por uma questão de modismo ou preferência pessoal de um grupo de novos programadores. Vale lembrar o fenômeno do downsizing, que aconteceu em meados da década de 80, o fenômeno Clipper do começo da década de 90, e as ondas que vieram logo depois.
Essa tendência das empresas em resistir o quanto podem a migrações - e que as experiências passadas mostraram não compensar em vários casos - têm trazido à tona uma nova maneira de enxergar a tecnologia da informação: orientá-la a serviços. Programas COBOL estão sendo mantidos e/ou escritos tendo como meta prover serviços aos usuários, e fornecer estes serviços através de métodos heterogêneos de acesso, como CICS, celular, Web e outros.
A arquitetura SOA pretende dar ainda mais vida aos nossos velhos programas COBOL, integrando-os às novas tendências e necessidades dos usuários, através daquilo que é o melhor dos mundos: preservação dos investimentos já efetuados nos sistemas legados, mas permitindo que estes sejam estendidos por plataformas mais modernas de acesso.
Tulio - 29 Nov 2006, 09h11
Cobol Morreu ? - Papel dos Mainframes
Senhores, o que é preciso saber é que a linguagem Cobol continua muito boa para processar quantidades massivas de dados. É excelente auto-documentadora e muito efetiva.
Posto isso permitam-me corrigir um erro aqui: mainframes NÃO serão substituidos por ambientes distribuidos quando quantidades massivas de dados precisem ser processadas porque sua configuração de HW permite que canais processem com enorme rapidez grande quantidade de informações; aplicações tipicas I/O-bound.
Servidores (ex: Unixes) multi-processados são excelentes para aplicações CPU-bounded onde há muito processamento e relativamente pouco output.
Assim, cada um tem seu nicho específico de utilização... Aplicações back-office que atualizem cadastros enormes (tipico de financeiras/bancos/telefonia etc...) precisam de mainframes. Aplicações tipo CAD, front-office, graphics rodam melhor em processadores rápidos mas de relativamente baixo throughput...
Abraço
Marcio - 28 Nov 2006, 17h11
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