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Acesso à internet se recupera parcialmente na Ásia após terremotos

Das 290 linhas submarinas afetadas pelos tremores do começo da semana, 113 foram consertadas e região já conta com acesso à web.

Por COMPUTERWORLD

28 de novembro de 2006 - 17h30
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A infra-estrutura de internet e telecomunicações na Ásia mostrou sinais de recuperação nesta quinta-feira (28/12), após a interrupção do serviço causada pelos poderosos terremotos que atingiram a costa sudoeste no começo da semana.

"Tudo está melhorando" disse Eric Loh, porta-voz da Starhub Internet Pte, que oferece serviços de internet a cabo e por wireless em Cingapura.

Diversos terremotos sacudiram o sul de Taiwan com um espaço de oito minutos entre si na noite da última terça, causando danos a cabos de comunicação submarinos. A Agência Central do Tempo de Taiwan disse que o primeiro tremor tee magnitude de 6,7 graus, mas observadores no Japão afirmam que o impacto foi mais forte.

A agência afirmou que o segundo terremoto foi levemente menos impactante, com magnitude de 6,4 graus. Duas pessoas foram mortas pelos tremores e dezenas ficaram feridas, segundo a imprensa local.

O conserto dos cabos custará cerca de 1,5 milhão de dólares e levará de duas a três semanas, conforme anunciou a Chunghwa Telecom, de Taiwan, que perdeu sua capacidade de ligações internacionais após o tremor.

Os efeitos dos terremotos de terça-feira reverberaram pela Ásia. Os danos em cabos submarinos fizeram que com usuários globais não conseguissem acessar sites em Cingapura, com todos os principais provedores da região alegando sérias lentidões graças ao tremor.

Até esta quinta, Starhub e outras operadoras conseguiram desviar o tráfego para cabos não danificados. "Provedores regionais estão atrás de quaisquer cabos que não estejam sendo usados", afirmou Loh, notando que os níveis normais de acesso não voltarão à região por algum tempo.

"Existe ainda problemas para ligações internacionais para o Sudeste da Ásia", afirmou Haruhiko Maede, porta-voz da KDDI, em Tóquio. "Pode ser difícil se conectar mas negociamos rotas de outras empresas, o que pode facilitar o processo".

Maede confirmou que 177 linhas alugadas permanecem fora do ar graças aos danos, queda em comparação às 290 afetadas nesta quarta-feira.

A queda de cabos também continua a afetar serviços de notícias financeiras mundiais, como o grupo Reuters, que não estava disponível para valores em tempo real das ações para os mercados da Coréia do Sul e de Hong Kong. A companhia já havia experimentado problemas similares com assinantes no Japão e Taiwan.

O acesso à internet se mantém lento na China, com diversos sites internacionais não acessíveis, de acordo com usuários em Shangai e Pequim.

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