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Negócios

Governo define estratégia para 1 milhão de laptops de US$ 100 em fevereiro

Segundo o assessor especial da Presidência, Cezar Alvarez, até fevereiro mais de mil equipamentos estão no Brasil. Ainda naquele mês, governo planeja definir a estratégia de aquisição em massa.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

29 de novembro de 2006 - 11h20
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O governo brasileiro deverá definir, até o fim de fevereiro de 2007, como será a estratégia de compra de um milhão de laptops educacionais de cem dólares (OLPC) destinados às escolas brasileiras.

Segundo o assessor especial da Presidência da República, Cezar Alvarez, a definição acontecerá depois de mais de mil equipamentos entregues ao País. “Nesta e na próxima semana receberemos os primeiros 50 laptops, que serão destinados a alguns institutos para análise. Outros 500 chegarão em janeiro e vão para projetos piloto de algumas escolas do País. Em fevereiro, receberemos mais 500”, afirmou em entrevista ao COMPUTERWORLD.

De acordo com o executivo, a partir de então o governo deverá tomar a decisão de compra e inclusive debater uma eventual licitação internacional ou as condições de aquisição. “Ao mesmo tempo temos a preocupação de que essa inovação também possa ser trazida para a cadeira produtiva brasileira. Queremos também produzir”, aponta.

Na semana passada, o pesquisador Nicholas Negroponte, presidente do projeto One Laptop Per Child, se encontrou com o presidente Luís Inácio Lula da Silva e entregou o primeiro notebook educacional XO fabricado pela taiwanesa Quanta. Lula foi o primeiro entre os presidentes dos cinco países onde a OLPC implementará os primeiros notebooks educacionais - Nestor Kitchner, presidente da Argentina, deverá ser a próxima autoridade agraciada.

Na avaliação de Alvarez, o projeto do OLPC tem contribuído de maneira importante para atender as necessidades dos países em desenvolvimento. “Em uma reunião recente de vice-ministros realizada pelo BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento], em Washington, esse foi o tema de destaque, assim como a referência acumulada pelo governo na área pedagógica”, complementa.

Necessidade de conexão

Também para 2007, o governo federal pretende aprofundar as discussões e traçar estratégias para disseminar conexão à internet em alta velocidade. “Há uma preocupação de diversas áreas governamentais em criar uma articulação público-privada para acelerar a queda dos preços da conexão à internet em banda larga”, comenta.

Segundo Alvarez, o plano necessita, porém, além da articulação do setor público, uma movimentação do mercado para ampliação dos serviços. “Podemos baratear o computador, podemos tomar uma série de medidas [para inclusão digital], mas este é um tema estruturador que precisa ser enfrentado com bastante ousadia e criatividade.”

Durante a Futurecom 2006, evento destinado ao mercado de telecom realizado em outubro em Florianópolis (SC), Vilson Vedana, integrante do conselho consultivo da Anatel, enfatizou a necessidade de estratégias concretas que popularizem a internet em banda larga. "O plano de banda larga é urgente. Estamos atrasados nisso até para unificar as dezenas de iniciativas de todas as instâncias de governo sobre inclusão digital”, disse na época.

De acordo com Alvarez, porém, não há ainda nenhum plano concreto para criar esse plano nacional de banda larga, mas novas ações deverão ser anunciadas no início do próximo ano.

Laptop popular

Para o ano que vem, o governo também planeja um programa de incetivos a laptops ao mercado em geral. A idéia é criar um plano semelhante ao do Computador para Todos, voltado a deskops, e atingir preços inferiores a 2 mil reais nos computadores portáteis.

Opinião do Leitor [1 comentários]

Rotas de inclusõa social

Parabenizo o governo por esta medida concreta para a inclusão social na área de TI.
Sergio Saldanha
Sergio - 30 Nov 2006, 07h11
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