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HP enfrenta nova acusação legal dos acionistas por caso de espionagem

Acionistas expandem processo após investigação apontar que Mark Hurd recomprou US$ 6 bi em ações para valorizar preço após escândalo.

Por IDG Now!*

30 de novembro de 2006 - 20h04
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Um processo de acionistas contra a HP pela tentativa de espionar membros do conselho diretor e jornalistas foi expandido para incluir acusações de fraude na recompra de ações.

Uma emenda entregue nesta quarta-feira (30/11) à Suprema Corte da Califórnia no Condado de Santa Clara acusa o presidente do conselho e chief executive officer da HP, Mark Hurd, e sete outros executivos da companhia de vender 413 milhões de dólares em ações da HP com "preços inflados" logo após a companhia ter revelado que investigadores usaram técnicas possivelmente questionáveis para ter acesso a registros pessoais como históricos telefônicos.

Os oito executivos venderam 1,7 milhão de ações entre 21 de agosto e 6 de setembro, de acordo com o processo. Em um documento de 31 de agosto com a SEC (da sigla, Securities and Exchange Commission), a HP revelou que um investigador externo fingiu ser outro pessoa para ganhar acesso a registros pessoais.

A antiga presidente do conselho da HP, Patrícia Dunn, e quatro outros executivos foram acusados de participação alegada na espionagem, que também usou tecnologia para rastreamento de e-mails, de acordo com testemunho dado ante do comitê do Congresso dos Estados Unidos responsável pela investigação.

A HP também tentou valorizar o preço de suas ações ao anunciar em 21 de agosto que recompraria 6 bilhões de dólares em ações, continua o processo.

"No meio do processo, executivos da HP saíram lucrando", acusa a ação.

A HP divulgou um documento classificando a ação como "sem fundamento". O processo "representa um esforço transparente para explorar questões relacionadas à recente investigação da HP para ganhos pessoais às custas da empresa, seus empregadores e seus investidores", afirma o anúncio, arrematando que a "HP se defenderá vigorosamente".

A HP sabia que havia obtido os registros telefônicos de 12 pessoas ao usar falsidade ideológica.

A ação dos investidores, originalmente iniciada em setembro, pede que a corte declare que os executivos da HP "cometeram brechas em suas obrigações financeiras" e ordene que paguem a quantia que a companhia lesou no escândalo.

A ação também pede que a corte exija que a HP reforme sua governança corporativa e puna judicialmente Dunn, Hurd e outros executivos da HP.

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