Negócios
NCR mira liderança no mercado brasileiro de ATMs
Com redesenho de processos, aumento da capacidade produtiva e até aquisições, companhia quer entrar entre as líderes de mercado de terminais de auto-atendimento em até cinco anos.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD
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Atualmente com cerca de 15% do mercado brasileiro de terminais bancários de auto-atendimento, segundo seus próprios números, a NCR tem metas audaciosas para os próximos tempos: quer assumir o primeiro ou o segundo lugar em vendas nesse segmento em até cinco anos.
“Lideramos esse mercado no mundo, e temos muito potencial para desenvolver por aqui também”, aponta Elias Rogério Silva, diretor geral da companhia.
Para atingir tal meta, o executivo aposta em um plano de redesenho de processos de médio prazo. A estratégia envolve diversificação de serviços e produtos, aumento da capacidade produtiva, parceiras e mesmo aquisições. “A idéia é fazer tudo o que possa permitir o crescimento orgânico e inorgânico”, informa.
Apesar de o objetivo ser ambicioso, a companhia sinaliza que tem dado passos consistentes em direção a ele. A subsidiária brasileira deverá encerrar o ano com crescimento de cerca de 110% no faturamento na área de ATMs. Além disso, estima que nos próximos cinco anos, entre 30% e 40% dos ATMs em operação no País deverão ser renovados.
Embora não revele as cifras, Elias Rogério Silva, diretor geral da companhia aponta que os três fatores que impulsionaram os negócios neste ano foram as formas alternativas de comercialização – aluguel de máquinas – o reforço à equipe comercial e a lei de acessibilidade aplicada os bancos, que obrigaram as instituições financeiras a adaptar sua infra-estrutura a portadores de necessidades especiais.
“A lei, que começou a valer em 4 de dezembro, exige que todos os bancos tenham pelo menos um ATM com infra adaptada a portadores de deficiência. Isso gerou uma demanda considerável”, comenta o executivo. Hoje, a companhia detém cerca de 15% dos 152 mil ATMs instalados em todo o Brasil.
Em nível mundial, a NCR faturou no ano passado 6 bilhões de dólares, sendo 1,5 bilhão procedentes da divisão de auto-atendimento, 1,5 bilhão de dólares da Teradata – divisão da destinada a data warehouse empresarial – e o restante, divididos entre serviços e consumíveis.
Projeto piloto
A NCR conduz atualmente um projeto piloto de full outsourcing em um banco brasileiro – não revelado – que demandou investimentos de cerca de 1 milhão de dólares.
O projeto começou em novembro do ano passado e é realizado em parceria com a Tecban. “Cerca de 200 máquinas estão operando nesse regime”, aponta Silva. De acordo com o executivo, caso o banco em questão efetive o modelo, o contrato – com duração de cinco anos – deverá ser fechado ainda no primeiro semestre.
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