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Negócios

BO planeja BI para a próxima geração

Busines Objects mostra otimismo em relação aos negócios no próximo ano, mas não nega a imaturidade das companhias sobre o conceito de business intelligence.

Por Thais Aline Cerioni, da CIO

07 de dezembro de 2006 - 18h59
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Com o discurso apoiado na ampla oferta de ferramentas de business intelligence, a Business Objects mostra boas expectativas para 2007. “Queremos ser a única fornecedora de BI preparada para oferecer uma solução completa que atenda a todas as necessidades dos clientes”, afima Fernando Corbi, diretor-geral da BO no Brasil.

Segundo o executivo, o novo posicionamento estratégico – cada vez mais focado do desenvolvimento das soluções de coleta de dados, o chamado Enterprise Information Management (EIM), e gestão de desempenho, ou Enterprise Performance Management (EPM) –, combinado a um momento “comprador” do mercado são as bases para previsões de crescimento nos negócios no próximo ano.

“O mercado financeiro, que foi uma boa surpresa em 2006, e o setor público, aonde tivemos grandes projetos este ano, devem continuar investindo”, avalia Corbi.

O otimismo não se repete quando o executivo fala sobre a maturidade das companhias brasileiras em relação às soluções de business intelligence.

Na visão de Corbi, a maior parte dos altos-executivos não tem a cultura de trabalhar as informações no conceito do BI. “Por isso, o meu principal concorrente ainda é o Excel”, confessa. Para tentar mudar a situação, a BO – assim como outras fornecedoras do segmento – aposta na oferta de serviços de consultoria para levar o conceito de business intelligence para os líderes corporativos.

Uma iniciativa é a criação de um centro de competência em BI, cujo objetivo é formar os patrocinadores dos projetos dentro das empresas. “Para que as corporações consigam tocar uma iniciativa de BI sem a necessidade de consultoria externa”, explica Carlos Bokor, diretor de serviços profissionais da Business Objects para Brasil e Cone Sul.

Outra aposta da fornecedora é a oferta de software como serviço. O crystalreport.com é o portal desenvolvido pela companhia, nos moldes do Salesforce.com, para atender às empresas que buscam soluções de BI, mas não querem – ou não podem – investir na infra-estrutura de hardware e software necessária.

Segundo Corbi, o serviço já tem cerca de 34 mil usuários na América do Norte, única região aonde já está disponível. “Ainda não temos previsão de oferta nas demais localidades”, adianta o executivo. “A intenção é entender como o mercado responde a esse modelo para não repetir erros.”

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