Negócios
Com fusão com Submarino, Americanas.com quer conquistar mercado internacional
Por Daniela Braun, do IDG Now!
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Blindados
A Americanas.com quer ampliar fronteiras geográficas e o conceito de comércio eletrônico para o canal da TV, do telefone e de quiosques de vendas. Para seu aliado, escolheu a única das cinco maiores operações de e-commerce do País que se consolidou sem o suporte de uma operação física e faturou 574,2 milhões de reais em 2005, o Submarino.com.
Juntas as empresas criam uma estratégia multicanal batizada de B2W Companhia Global de Varejo, que já nasce faturamento bruto de 1,6 bilhão de reais acumulado nos primeiros nove meses de 2006 e “sinergias estimadas em 800 milhões de reais”, informou o diretor de relações com investidores das Lojas Americanas, Roberto Martins, em entrevista ao IDG Now! logo após o anúncio da fusão.
A idéia da B2W, como sinaliza o próprio nome, é unir o melhor dos dois mundos: vendas em quiosques, pela TV, com o canal Shoptime, por telefone e via internet. Esta última passa a contar com a logística de dois centros de distribuição das operações de e-commerce - Barueri para Americanas.com e Osasco para o Submarino - ambos em São Paulo, onde será estabelecida a sede social da empresa.
A sinergia também é mostrada pelo comando compartilhado. Embora a Lojas Americanas seja acionista majoritária da empresa, com 53,25% do capital da B2W, enquanto o Submarino vai deter 46,75%, a companhia co-presidida pelos atuais presidentes da Americanas.com, Anna Saicali, que também dirige as áreas de Tecnologia e Recursos Humanos, e do Submarino, Flávio Jansen, que era diretor de TI quando ingressou no Submarino em 1999. A experiência de ambos na área de tecnologia deve ser bastante solicitada no trabalho de integração que a nova empresa e seus múltiplos canais terão pela frente.
Com estas armas, a nova empresa parte para a briga com o varejo tradicional, mercado estimado em 200 bilhões de reais, avaliou Daniel Domeneghetti, Chief Executive Officer (CEO) da E-consulting, logo após a fusão.
“Agora, eles estão blindados e melhor preparados para a entrada de um player poderoso no e-commerce”, avalia Pedro Guasti, CEO da e-bit, que acompanha o mercado desde 2001, quando o comércio eletrônico faturou 550 milhões de reais e cresceu 10% em relação a 2000.
Adeus concorrência.
Com essa fusão acabou a concorrência no setor de eletro-eletrônicos no comercio on-line brasileiro.
Marcelo - 05 Jan 2007, 07h56
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