Negócios
Computadores piratas voltam a crescer no Brasil no 3º trimestre
Levantamento da IT Data afirma que as vendas de PCs piratas representaram 46,8%, 1,2% a mais que o trimestre anterior. Ao todo, foram vendidos 2,15 milhões de desktops.
Por Daniela Braun, do IDG NOW!
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A participação dos computadores clones, PCs montados sem PPB
(Processo Produtivo Básico) e que geralmente usam componentes
importados de forma irregular, voltou a crescer no mercado brasileiro
no terceiro trimestre de 2006, segundo dados da IT Data, divulgados
pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).
No terceiro trimestre, os PCs clones representam 46,8%, crescendo 1,2 ponto percentual a mais que o trimestre anterior.
No
período, foram vendidos 2,15 milhões de unidades, crescimento de 9,8%
em relação ao trimestre anterior e 46,7% se comparado com o terceiro
trimestre de 2005.
A previsão é que sejam vendidos 8,3 milhões de computadores em 2006, crescimento de 47% sobre 2005.
Notebooks
As vendas de notebooks, nos nove primeiros meses de 2006, atingiram 423 mil unidades, um crescimento de 113% sobre 2005.
Isenção fiscal
Na visão de Hugo Valério, diretor da área de Informática da Abinee, o ligeiro crescimento do mercado cinza do segundo para o terceiro trimestre "está dentro da margem estatística". Segundo ele, a redução de 73% de participação do segmento informal em 2004 para os atuais 46,8% já retira o Brasil do topo dos países com maior índice de participação do mercado cinza de computadores, como a China.
"Este foi o ano em que a indústria de microcomputadores observou os reflexos das ações de combate ao contrabando promovidas pela Polícia Federal, da apreciação do real frente ao dólar e da redução de 9,25% dos impostos PIS e Cofins para computadores avaliados em até 2.500 reais, resultantes da Lei do Bem", observa Valério.
A atual presença dos PCs Clones no mercado,
entretanto, ainda não está no patamar 'aceitável' de muitos países, que
seria de 20% a 25%, explica Valério. "O mercado informal perdeu espaço
nos segmentos populares e está se alojando nas máquinas cujos preços
estão acima da insenção."
Para fechar o cerco, a Abinee tem
discutido com o governo a ampliação do desconto de PIS e Cofins para
máquinas com valores entre 3 mil e 4 mil reais.
"A grande lição que tivemos este ano foi que a desoneração tributária, no País dos tributos, faz a diferença", afirma Valério. A expectativa é de que o novo patamar de isenção seja aprovado em 2007 e que o índice de ilegalidade do setor possa atingir os patamatres aceitáveis ainda no mesmo ano.
De onde tiraram esses termos?
"Computador pirata", "Computador clonado", "Componentes que não pagam impostos". Nossa! De onde tiraram esses termos? Quem fez esta pesquisa, ou é muito inconpetente e desinformado ou está comprometido com os grandes fabricantes. Pena um veículo importantíssimo e de renome como a Computerworld publicar isso... Chamar todos os técnicos montadores independentes de computadores de "piratas" e "contrabandistas" é vergonhoso! Quem disse que só as marcas famosas pagam impostos de importação? Se é que pagam!
André - 07 Dez 2006, 18h02
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