Negócios
Indústria eletrônica cresce 14% em 2006
A indústria elétrica e eletrônica deve faturar 105,67 bilhões de reais em 2006, crescimento nominal de 14% e real de 7,5%, de acordo com estimativas divulgadas pela Abinee.
Por Daniela Braun, do IDG NOW!
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Os segmentos
responsáveis por esse crescimento, de acordo com a Abinee, foram os
setores de informática e de transmissão e distribuição de energia
elétrica (GTD).
A previsão de faturamento da indústria de
informática é de 29,93 bilhões de reais em 2006, um crescimento de 22%
em relação ao ano anterior.
A perspectiva da indústria para 2007 é de que o setor registre um faturamento de 121,4 bilhões de reais, com uma alta de 15% sobre 2006.
O resultado do próximo ano continua
a ser estimulado pelos segmentos de automação industrial, informática,
equipamentos Industriais, GTD e materiais elétricos e de instalação.
A
previsão de crescimento para o setor de informática em 2007 é de 23%,
com um faturamento de 36,9 bilhões de reais. Para o mercado de
Telecomunicações, a expectativa é de 8% de alta e de um faturamento de
19 bilhões de reais.
Infra-estrutura saturada
Apesar do crescimento expressivo da base de celulares no Brasil, que deve superar os 100 milhões este ano, e das importações de terminais, que somaram 2,9 bilhões de dólares este ano, a indústria de telecomunicações não parece contente com o resultado do segmento em 2006 e a previsão para 2007.
"Embora a base de celulares tenha aumentado, o volume de negócios de infra-estutura não acompanhou esse patamar", declarou Paulo Castelo Branco, presidente da NEC e diretor da divisão de Telecomunicações da Abinee. "Esperávamos um aumento de 11% para o setor e hoje estamos na estimativa de crescer 7%", ilustrou.
Pelas estimativas do executido, o mercado de celulares deve ter faturado 11 bilhões de reais este ano, enquanto que a área de infra-estrutura registrou 6,4 bilhões de reais este ano, apresentando uma ligeira queda em relação ao faturamento de 6,7 bilhões de reais em 2005.
A solução para que o setor volte a crescer em patamares mais elevador, na opinião de Nilton Scartezzini, está na implementação das tecnologis de telefonia móvel de terceira geração (3G) e de banda larga sem fio (WiMax).
"Se isolarmos o mercado de celulares vamos ver uma saturação do mercado tradicional [na infra-estrutura de telecomunicações]. A esperança da indústroa é ter a possbilidade de trazer novas tecnologias como a 3G, um assunto que foi tão discutido só que até agora não aconteceu nada", avalia Scartezzini. "Se não acontecer [essa evolução] 2007 poderá ser um ano de redução bem maior no faturamento do setor [de telecom]", prevê.
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