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Software: como será esse mercado em 2007

A chegada (ou não) do Windows Vista ao ambiente das empresas, a já conhecida briga dos fornecedores de ERP pelas pequenas e médias empresas são alguns dos destaques do segmento, que deve movimentar 334 bilhões de dólares no próximo ano.

Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD

18 de dezembro de 2006 - 10h05
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O ano de 2007 está quase chegando e, com ele, grandes expectativas sobre o que se pode esperar como destaque na área de software. O COMPUTERWORLD reuniu sete dessas possibilidades para que executivos de TI possam se preparar para o futuro e aproveitar adequadamente os 334 bilhões de dólares que devem ser gastos durante 2007 com software, segundo o Forrester Research.

1. Windows Vista
As discussões e especulações em relação ao Windows Vista são inevitáveis em qualquer roda d executivos que debata o ano que se aproxima. O processo de migração no ambiente corporativo, sem dúvida, começará a ser preparado e, em alguns casos, executado em 2007. Mas nada indica que isso vá acontecer de forma massificada. “Os mais inovadores partirão para a migração já em 2007, enquanto a maioria, mais cautelosa, vai preferir esperar e acompanhar os resultados das primeiras experiências”, acredita Karen Britan, gerente de pesquisas de software e serviços da IDC.

Veja aqui o site com a cobertura completa sobre o Windows Vista.

O CIO da Sab Company, Adriano Aquino, diz que sua companhia espera para investir em produtos mais maduros. “Somos mais conservadores em relação à adoção de novas tecnologias, mas mesmo assim acho que o Vista estará em pauta, até porque a Microsoft deverá seguir a ideologia ‘falem de mim’", diz o executivo, ressaltando que apesar disso existem profissionais em sua equipe que estão testando o produto na versão beta.

O analista do Gartner Steve Kleynhans, compartilha a opinião. “O real impacto em relação à adoção vai acontecer em 2008, mas a discussão em torno da solução já em 2007 será importante, pois as companhias vão atualizar seus computadores e já poderão adaptar a infra-estrutura para a implementação do novo sistema operacional”, comenta.

2. Consolidação no mercado de fornecedores de soluções de gestão empresarial (ERP)
O movimento de consolidação de mercado não é um privilégio do setor de ERP, mas como esse é um segmento que já caminha de olho nesse fim, merece destaque. Em 2007, ao contrário do que se pôde ver até agora, não haverá mais aquisições apenas com o objetivo de agregar funcionalidades. De acordo com a gerente de pesquisas de software e serviços da IDC, o que passa a acontecer são compras cada vez mais de fornecedores de ERP especializados em verticais. “A consolidação vai continuar, mas agora muda de direção e deixa de ser horizontal”, aposta Karen.

3. Disputa pelo nicho de pequenas e médias entre fornecedores de ERP
Essa também é uma tendência mundial, mas que tem um sabor especial no Brasil, já que a disputa se acirrou entre as gigantes Oracle e SAP contra as nacionais desde a compra RM Sistemas, pela Totvs, e da Informenge e da DZSET, pela Datasul. “Essa tem sido uma tendência desde 2005 e vai continuar por um bom tempo ainda”, crê a analista do IDC.

Para Aquino, da Sab Company, o SMB é um grande filão, não apenas para os fornecedores de tecnologia. Isso porque, ao invés de trabalhar em busca de grandes contratos com poucas organizações gigantescas, um mercado já saturado, é mais fácil lutar por muitos contratos um pouco menores.

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