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Especialistas defendem regulação para evitar crimes na internet

Especialistas defendem aperfeiçoamento na Constituição para evitar crimes pela rede, como pedofilia e violação de privacidade.

Por IDG Now!

11 de janeiro de 2007 - 09h47
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A Constituição Federal não prevê leis específicas para crimes realizados na rede mundial de computadores, a internet. Alguns especialistas acreditam que seria necessário aperfeiçoar a Constituição para evitar crimes pela rede, como pedofilia e violação de privacidade.

“No Brasil, em termos de crimes de internet, a lei está relativamente adequada, mas há um vazio na legislação no que diz respeito à responsabilidade dos provedores”, avalia o procurador da República Sérgio Suiama.

Suiama não descarta a punição do autor que gerou o conteúdo na internet, mas acredita que também a empresa que coloca o conteúdo no ar deve ser punida. “Há uma responsabilidade primária daquela pessoa que colocou o conteúdo. Mas, existe também uma responsabilidade dos provedores”.

O procurador considera que os provedores devem desenvolver mecanismos para identificar corretamente o criminoso. “E diante uma violação concreta, desenvolver algum mecanismo de filtragem na internet”.

A responsabilização do provedor não é defendida pelo diretor do Comitê Gestor da Internet (CGI), Demi Getschko. “Acredito que há um erro inicial em imaginar que o site que hospeda o conteúdo ilegal saiba ou é parceiro daquilo. O máximo que se pode pedir é que ele remova aquele conteúdo que é irregular”.

Getschko afirma que o provedor que hospeda a página na Internet não tem controle sobre o que a página fala e não pode haver censura. “O provedor não é responsabilizado por aquilo, porque, ao contrário de um editor de jornal ou de revista, ele não tem contato com os produtores do conteúdo”.

Além da mudança na legislação brasileira, há especialistas que defendem um maior controle global da internet. “Todos os nomes de domínios, ou seja, dos endereços dos sites, que são registrados e todos os números e textos são administrados por uma entidade privada com sede nos Estados Unidos, que responde por procuração no departamento de comércio norte-americano”, critica o pesquisador do Instituto de Estudos e Projetos de Comunicação e Cultura (Indecs), Gustavo Gindre.

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