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Apple é investigada por promotores federais nos EUA por venda de ações

Após reconhecer as transações irregulares de ações, sob a supervisão de Steve Jobs, companhia é investigada pela Justiça.

Por IDG Now!

15 de janeiro de 2007 - 12h20
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O Escritório de Promotoria do Distrito Norte da Califórnia está investigando as práticas de alteração nas datas de compras de ações por funcionários da Apple nos Estados Unidos.

A ação federal está sendo aberta após a própria companhia ter revelado no mês passado que completou uma investigação interna sobre as práticas e concluiu que, embora o chief executive officer (CEO) Steve Jobs tenha recomendado a alteração na data de compras de ações para empregados da Apple e para si próprio, ele não tinha consciência das implicações contábeis de tais atos.

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Luke Macaulay, porta voz do Escritório de Promotoria em São Francisco, confirmou a existência da investigação, mas não deu detalhes adicionais.

Em 29 de dezembro a Apple comunicou a Securities & Exchange Commission (SEC), órgão dos Estados Unidos equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que uma suposta reunião de conselho em outubro de 2001, na qual Jobs teve acesso a 7,5 milhões de opções de compra de ações, nunca aconteceu e as ações só foram concedidas em dezembro daquele ano.

Ao mudar a data de compra das ações, Jobs teve um lucro imediato de 20 milhões de dólares, porque as ações da Apple valiam menos em outubro que em dezembro.

No mesmo comunicado, a empresa de Cupertino, Califórnia, disse que teria despesas de 84 milhões de dólares em despesas com impostos para corrigir os erros de contabilidade. A Apple reconheceu ter alterado as datas de aquisição de 6,4 mil ações, entre 1997 e 2002.

“O conselho está confiante que a companhia corrigiu os problemas que levaram à revisão, e tem plena confiança em Steve Jobs como responsável pelo time de gestão”, disse Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos e vice-presidente na Apple responsável pelo comitê interno de investigação.

Alterar as datas de compra de ações não é necessariamente ilegal, mas a prática deve ser reportada e contabilizada corretamente para não ferir as regulações federais.

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