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PAC: Phihong mantém produção de set top box mesmo sem benefício

Mesmo sem os mesmos benefícios formalizados pelo novo plano do governo para a Zona Franca, Phihong de mantém produção em Minas.

Por Daniela Braun, do IDG Now!

22 de janeiro de 2007 - 17h32
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Mesmo correndo o risco de amargar prejuízos, a Phihong PWC Brasil vai manter a fabricação de sua linha de set top boxes - conversores do sinal de TV análógico para o digital - na fábrica de Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais.

Este foi o posicionamento do presidente da operação, Luciano Lamoglia, ao avaliar os resultados do anúncio do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), que não estende benefícios fiscais à produção do set top box fora da Zona Franca de Manaus (AM).

A medida anunciada nesta segunda-feira (22/01) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, representa um revés para as empresas interessadas no mercado de TV Digital, que estão fora de Manaus, mas vinham articulando a ampliação dos benefícios para a produção dos conversores a todos os Estados.
"Infelizmente, nossos articuladores, o ministro [das Comunicações], Hélio Costa, e o governador [de Minas Gerais, Aécio Neves] não tiveram força suficiente", observou o presidente da Phihong sem dar-se por vencido. "Vamos continuar discutindo o assunto com o governo. Não desistimos."

Sem o mesmo amparo da Zona Franca, a Phihong arca com 34% de carga tributária sobre cada set top box. "Para conseguir competir com Manaus temos que trabalhar com margem zero de lucro, praticamente, ou até enfrentarmos prejuízos, quando ocorre, por exemplo, uma greve na Receita Federal", comenta Lamoglia.

De outubro a dezembro do ano passado, a Phihong chegou a entregar 100 mil set top boxes e, segundo Lamoglia, e tem capacidade produtiva para 1.200 conversores por dia.

Outro ponto criticado pelo executivo é a ausência de benefícos fiscais para componentes passivos e eletromecânicos. "Embora o PAC inclua uma série de insenções  para atrair a indústria de semicondutores ao Brasil, os componentes passivos e eletroeletrônicos essenciais para o funcionamento dos PCs não foram contemplados", avaliou Francisco Rosa, diretor de componentes da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

Lamoglia aponta a ausência de incentivos como um dos motivos para que a Phihong tenha encerrado a produção de fontes de alimentação para PCs. Em todo o ano de 2006, a empresa reduziu seu quadro de funcionários de 3 mil para 2 mil pessoas - sendo 500 profissionais demitidos em dezembro, com o encerramento da fabricação de fontes.

Computadores populares - em regime de OEM -, no breaks e carregadores de baterias para celulares são os segmentos de atuação da fabricante, além da linha de set top boxes.

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