Negócios
Governo confirma isenção tributária para PCs até R$ 4 mil
Notebooks e desktops avaliados até 4 mil reais estarão isentos de PIS e Cofins, informou nesta segunda-feira (22/01) o ministro Guido Mantega. Objetivo é ampliar a produção desses equipamentos no País.
Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD*
ATUALIZADA ÀS 15H10 - O ministro do Fazenda, Guido Mantega, confirmou nesta segunda-feira (22/01) a isenção de PIS e Cofins (9,25%) para computadores – desktops e notebooks – avaliados em até 4 mil reais à venda no mercado brasileiro.
Durante o anúncio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o ministro enfatizou que o objetivo do governo é ampliar a produção e as vendas desses equipamentos no País. Até então, apenas os equipamentos com preço até 2,5 mil reais estavam isentos desses impostos. Fontes ouvidas pelo IDG Now! já apontavam para esta possibilidade.
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Segundo a íntegra do PAC, a medida é complementar ao programa de inclusão digital criado pela lei 11.196/2005. O impacto fiscal estimado para tal iniciativa, que deverá ser formalizada por meio de decreto presidencial, será de 200 milhões de reais.
O programa incentiva ainda a pesquisa e a produção de bens de microeletrônica. As empresas que aderirem ao programa serão beneficiadas com a isenção de Imposto de Renda Pessoa Jurídica e a redução a zero das alíquotas do IPI, PIS, Cofins e Cide incidente sobre as vendas de semicondutores e displays, bem como sobre a aquisição de bens de capital e as transferências para aquisição de tecnologia e software.
Segundo o documento, a iniciativa não traz impacto fiscal relevante por se tratar de um setor em implantação. A ação deve ser oficializada por meio de Medida Provisória.
O governo também apresentou incentivos à pesquisa, desenvolvimento e produção de equipamentos aplicados à TV digital. As empresas que aderirem ao programa terão reduzidas a zero as alíquotas de IPI, PIS, Cofins e Cide - Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide) – incidentes sobre aquisição de bens de capital e as transferências para aquisição de tecnologia e softwares.
A renúncia fiscal não foi estimada em virtude de o setor ainda não apresentar consolidação total no País. Os set top boxes – conversores para sinal digital -, porém, não estarão incluídos no pacote. Isso porque deverão contar exclusivamente com incentivos da Zona Franca de Manaus.
Faz parte também do PAC, a implantação do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) e Nota Fiscal Eletrônica. O governo espera completar no prazo de dois anos, a implantação do cadastro sincronizado e do Sistema Público de Escrituração Digital
(SPED).
A expectativa é que o sistema apresente atuação integrada dos fiscos federal, estaduais e municipais mediante a padronização e racionalização das informações e o acesso compartilhado à escrituração digital de contribuintes e a substituição da emissão de livros e documentos contábeis e fiscais em papel por documentos eletrônicos com certificação digital.
O pontapé inicial para o projeto foi dado no ano passado, com a resolução 3.430/2006, quando o Conselho Monetário Nacional regulamentou uma linha de crédito avaliada em 300 milhões de reais no BNDES para implantação do programa em sete Estado. O governo informou ainda que será publicado em breve o decreto que regulamenta efetivamente o SPED.
Implementação em blocos
O Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado nesta segunda-feira (22/01) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelos ministros Guido Mantega e Dilma Roussef, da Casa Civil, será dividido em cinco blocos.
Conforme informou o presidente durante o discurso na abertura da cerimônia, os blocos são divididos em medidas de investimento em infra-estrutura, de estímulo ao crédito e financiamento, investimento institucional, desoneração tributária e medidas fiscais de longo prazo.
“O desafio é acelerar o crescimento da economia com as conquistas obtidas nos últimos anos, romper barreiras e superar limites”, destacou o presidente. “O objetivo maior é colocar o País em um ritmo mais compatível, com equilíbrio fiscal, além de crescer sem inflação, estimular a indústria e o câmbio”, complementou.
Os recursos estimados para o PAC estão em 503,8 bilhões de reais, fruto do orçamento da União deste ano e também dos próximos três anos sob gestão do presidente Lula. Desse total, 436 bilhões de reais são procedentes das estatais e 67,8 bilhões de reais, do Orçamento Geral da União. Em 2007, os recursos procedentes do orçamento atingirão 24,4 bilhões de reais.
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