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Fadiga do modelo indiano abre janela de oportunidade ao Brasil, diz Brasscom

Para entidade, Brasil tem agora a chance de divulgar sua marca como competitivo prestador de serviços de TI às demais nações do mundo

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

24 de janeiro de 2007 - 14h36
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Supostos sinais de fadiga do modelo indiano e a busca por alternativas em outras nações "escancaram uma janela extraordinária de oportunidades ao Brasil" na prestação de serviços de tecnologia para exportação. A avaliação é de Antonio Carlos Gil, presidente da Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Software e Serviços para Exportação) em encontro realizado há pouco entre empresas do setor e o governo de Pernambuco.

Segundo ele, do 1,2 trilhão de dólares movimentados pelo setor de TI em todo o mundo em 2006, 700 bilhões de dólares foram terceirizados e, desses, 40 bilhões contratados fora dos países de origem - dos quais 30 bilhões de dólares somente na Índia.

"A fatia contratada em outros países cresce cerca de 40% ao ano e deve se manter assim por uma questão de custos: custa um terço do que se fosse produzido no próprio país de origem", afirmou Gil.

Ele destacou, entretanto, que o mundo começa a buscar alternativas para o suposto esgotamento do modelo indiano e que países como Brasil, Rússia e China são os que devem chamar a atenção neste momento. "O Brasil é bom em TI há 45 anos. Está se escancarando uma janela extraordinária para que o país passe a ocupar a quinta posição mundial em fornecimento de serviços no mundo", enfatizou Gil.

Segundo ele, a meta traçada pelas empresas do setor junto ao governo federal, de alcançar a cifra dos 5 bilhões de dólares em exportações de softwares e serviços até 2010, não é só uma questão de balança comercial. "Se não exportarmos esse volume, iremos importar o mesmo montante, mas não é só isso", afirmou. "Trata-se do desafio de entender a importância estratégica da indústria do conhecimento no século XXI", reiterou.

Gil se queixou do que chamou de "lacuna" do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado nesta segunda-feira pelo presidente da República, no que se refere aos incentivos à software e serviços, mas disse esperar que o país desperte para o assunto a tempo de ocupar espaço no mercado mundial.

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