Negócios
Ministro promete incentivos a software mesmo fora do PAC
Sérgio Rezende admite que 'a Receita Federal é conservadora' e que faltou tempo e ambiente para que as medidas fossem incluídas no Programa.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD
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O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, negou encarar como "derrota" a ausência de medidas de incentivo ao setor de software no Programa de Acereção do Crescimento (PAC) anunciado nesta segunda-feira pelo presidente da República. E prometeu que elas "não foram eliminadas da discussão", em encontro há pouco com dirigentes do setor.
A Brasscom (Associação Brasileira das Empresas de Software e Serviços para Exportação) encaminhou, no final de dezembro, uma série de sugestões para estimular o aumento da competitividade do país na área de softwares, entre as quais formas de redução na carga tributária trabalhista com compensações nos gastos em pesquisa, por exemplo.
De acordo com Rezende, tanto a sua pasta como a de Desenvolvimento, Indústia e Comércio Exterior "fizeram esforços junto ao governo para incluir incentivos ao software no PAC, mas por uma preocupação excessiva da área econômica elas ficaram de fora", disse ele aos empresários do setor.
Ele garantiu, entretanto, que a idéia de incentivar o segmento "não morreu" e justificou a ausência no PAC ao dizer que "os demais projetos (incluídos) estavam em fase mais adiantada de discussões", como
Segundo o ministro, sua pasta "vai continuar a trabalhar para que o assunto seja discutido de forma mais intensa" nos próximos dias, mesmo afirmando não saber se continuará à frente do ministério. "Essa é uma decisão do presidente da República", reiterou.
Rezende admitiu que "a Receita Federal é muito conservadora" e que "faltou tempo e ambiente" para que as medidas de incentivo ao software tenham sido incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento.
Acordem!
O setor de software é um dos raros setores onde, uma pessoa com uma boa idéia e um investimento de dois mil reais pode criar uma corporação de milhões ou bilhões de reais.
É inacreditável como os governos (todos desde que me conheço por gente) não acordam para o fato de que a área de software é estratégica, em sí e pelo valor que agrega em todos os outros setores da economia. Gera empregos de alto nível, estimulando as pessoas talentosas a se desenvolverem.
Exportamos meros cento e tantos milhões e importamos pesados mais de dois bilhões de dólares. Isso quer dizer que não suprimos sequer nossas necessidades internas. Exportação? Engatinhamos.
O mais impressionante e triste é saber que abrir um boteco pra vender cachaça tem mais incentivo, por sua carga tributária, que uma empresa que desenvolve e comercializa software, que precisa investir constantemente em pesquisa e desenvolvimento e contratar pessoas pagando salários relativamente mais altos que muitos outros setores.
Aí me pergunto: Estão com medo de que? Conservadorismo pra que? Ou estão protegendo a quem?
Alfredo Roeder Junior
Olos Tecnologia Ltda.
Alfredo - 08 Fev 2007, 07h51
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