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HP é envolvida em outro caso de espionagem
Ex-funcionário acusa a companhia de pagar um ex-funcionário da Dell para obter informações secretas sobre os planos da concorrente de entrar no mercado de impressoras.
Por COMPUTERWORLD
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Após o escândalo que se abateu sobre a Hewlett-Packard (HP) no ano passado - com as investigações ilícitas sobre vazamento de informações do conselho - a companhia está novamente envolvida em um caso de espionagem.
Dessa vez, um ex-funcionário, que trava uma batalha judicial contra a companhia, acusa a HP de pagar um ex-executivo da Dell no Japão para revelar informações sigilosas sobre os planos da concorrente de entrar no segmento de impressoras. A Dell era revendedora das impressoras da HP até lançar sua própria linha alguns anos atrás.
O juiz Michael Schneider, da corte distrital dos Estados Unidos, no Texas, exigiu que Karl Kamb, ex-funcionário da HP, retirasse sua contra-argumentação apresentada à HP e submetesse a mesma novamente em sigilo para que o conteúdo não fosse a público. O juiz também emitiu uma ordem barrando qualquer parte envolvida de comentar detalhes com a imprensa.
Na quinta-feira (25/01), a reportagem da agência de notícias IDG News Service tentou acesso ao conteúdo via internet, mas recebeu uma mensagem contendo a seguinte frase "você não tem permissão para ver este documento".
Mesmo sem acesso às informações oficiais, relatos apontam que a contra-argumentação do executivo acusou a HP também de espionagem pessoal, inclusive usando pretextos para obter seus registros telefônicos.
Kamb é um dos quatro ex-funcionários processados em 2005 pela companhia sob acusação de conspiração e abertura de uma empresa para fabricar monitores de tela plana, ao passo em que trabalhavam nesta área para a HP e poderiam inclusive utilizar informações estratégicas. A HP cobra 100 milhões de dólares em danos pelo incidente.
"Essa contra-argumentação é totalmente sem mérito. É uma tentativa grosseira de adiar o andamento e o julgamento do caso original. Pretendemos vigorosamente buscar nosso argumento inicial e nos defender contra essa ação com vigor semelhante", informou uma nota à imprensa.
O comunicado diz ainda que a HP nega veementemente quaisquer acusações de uso de métodos de investigação ilícitos - como o pretexto para obtenção dos registros telefônicos - e atesta que eles não serão utilizados novamente.
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