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Negócios

Corte de preços do PlayStation 3 puxa lucro da Sony para baixo

Mesmo com o dobro do lucro na área de eletrônicos, a empresa registrou queda de 5% em lucro, graças a problemas com custos do PS3.

Por IDG Now!

30 de janeiro de 2007 - 14h40
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O negócio de eletrônicos da Sony mais que dobrou seus lucros no último trimestre de 2006, mas a companhia falhou equilibrar os cortes de preços do PlayStation 3, encerrando período com uma queda de 5% nos lucros, reportou a empresa nesta terça-feira (30/01).

As vendas e a receita operacional aumentaram 9,8%, para 21,4 bilhões de dólares, enquanto o lucro operacional caiu 5,3%, para 1,3 bilhão de dólares.

A Sony Computer Entertainment, divisão responsável pelo PlayStation, foi a única a registrar prejuízo no trimestre. A área teve um prejuízo de 444 milhões de dólares, principalmente por problemas com o preço da versão mais cara do PlayStation 3, que teve seu valor de prateleira reduzido de cerca de 515 dólares para 410 dólares. O corte foi feito, segundo a Sony, em resposta à recepção negativa dos clientes.

Na área de eletrônicos os lucros mais que dobraram para 1,4 bilhão de dólares e a receita aumentou 16,9%, totalizando 15,5 bilhões de dólares, graças a aumentos de vendas nas TVs de LCD (liquid crystal display) Bravia e nas câmeras digitais Cybershot. A Sony Pictures voltou a dar lucro, com alta de 47% nas vendas, mas as vendas na área de serviços financeiros caíram 9%.

Os resultados positivos, de uma maneira geral, levaram a Sony a rever as projeções para o ano fiscal que termina em março para cima, prevendo lucro líquido de 902 milhões de dólares, contra a previsão inicial de 656 milhões de dólares.

Para resolver os problemas na divisão de games, a companhia buscará redução e custos na produção do PS3, introduzindo chips mais avançados e consolidando componentes para reduzir o número de partes no console.

A empresa já está nos trilhos para atingir essas metas, com o início da produção de uma versão do processador Cell (usado nos consoles) feita pelo processo de 65 nanômetros, que reduzirá em 40% os custos de fabricação. Atualmente, o chip é feito pelo processo de 90 nanômetros, que resulta em um componente 40% maior.

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