Negócios
Claro reverte rentabilidade negativa e margem atinge 12,7%
Operadora adiciona 5,2 milhões de clientes em todo o ano. Total de assinantes do modelo pós-pago cresce mais que o pré-pago.
Por COMPUTERWORLD
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A Claro, operadora de celular do grupo mexicano América Móvil, reverteu a rentabilidade negativa que apresentava em 2005 e fechou 2006 com uma margem Ebitda de 12,7% das receitas, índice que no ano anterior era negativo em 4%. A companhia conseguiu que a base de clientes pós-pagos crescesse mais que a de pré-pago e ampliou a receita média por usuário no último trimestre, de acordo com o balanço da controladora mexicana.
A operadora adicionou 5,2 milhões de clientes no Brasil em todo o ano, um terço dos quais no último trimestre. Ao final de 2006, a companhia tinha 23,9 milhões de assinantes, com um acréscimo de 28% sobre o total existente no final de 2005. O total de clientes da modalidade pós-paga cresceu 33,7%, contra 26,9% do tipo pré-pago.
O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, da sigla em inglês) atingiu 1,06 bilhão de reais, resultado que foi negativo em 297 milhões de reais em 2005, segundo o balanço.O lucro operacional da Claro, no entanto, ainda foi negativo, de 560 milhões de reais, ainda que inferior ao prejuízo de 1,77 bilhão de reais do ano anterior.
A receita total no ano foi de 8,37 bilhões de reais, com salto de 11,8% sobre 2005, enquanto a receita de serviços cresceu 25,2% no ano, segundo a companhia. A receita média por usuário teve uma elevação de 2,6% no último trimestre, mas se manteve estável em todo o exercício (28 reais).
O Brasil e a Colômbia foram os destaques no aumento de rentabilidade dentro do balanço da mexicana América Móvil. Enquanto a margem Ebitda de todo o grupo cresceu 6,5 pontos percentuais, nesses dois países o salto foi de cerca de 16 pontos. Na Colômbia, no entanto, a margem não era negativa como no Brasil, e passou de 19% para 35% das receitas.
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