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Parceiros e rivais reagem à proposta de Jobs de vender música sem DRM
RealNetworks classifica caminho proposto como Steve Jobs como "questão de tempo", enquanto RIAA pede que Apple licencie seu DRM.
Por IDG Now!
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Logo após a carta aberta de Steve Jobs criticando a tecnologia de
gerenciamento de direitos autorais, uma das quatro grandes gravadoras
reconheceu que a falta de interoperabilidade entre os players e serviços de
música disponíveis se tornou um problema crescente para consumidores.
O grupo que representa a indústria fonográfica pediu que a Apple licenciasse
seu DRM FairPLay para outras companhias, enquanto um dos maiores rivais da
iTunes Music Store chamou o advento da venda de músicas sem DRM de inevitável.
Toda esta movimentação é reação ao documento divulgado por Steve Jobs no começo
da semana no site da Apple em que afirma que a Apple venderá música sem DRM em
sua loja caso as quatro grandes gravadoras - Universal Music, Sony BMG, Warner
Music e EMI - permitissem.
Pelo menos uma das companhias envolvidas na carta aberta afirmou que vem
experimentando oferecer músicas sem DRM. A EMI divulgou canções de artistas
como Norah Jones, Relient K e Jessica Simpson sem a tecnologia de restrição em dezembro.
"Os resultados que tivemos até agora são bem
positivos", posiciona o porta-voz da EMI, Adam Grossberg. "Achamos
que a falta de interoperabilidade está se tornando um problema crescente para
consumidores".
A Sony BMG se negou a comentar a carta de Jobs, enquanto Universal e Warner não
foram encontradas para comentar a notícia.
Mesmo que respostas positivas não signifiquem necessariamente que a indústria
da música abraçará as vendas sem DRM, a RealNetwork, operadora do serviço
Rhapsody, um dos principais rivais do iTunes, acredita que o modelo "é
apenas uma questão de tempo", segundo palavras de Dan Sheeran,
vice-presidente sênior de música da empresa.
A RealNetworks não é uma estranha ao conceito de música sem DRM. A empresa
afirma ter trabalhado com gravadoras por diversos anos, encorajando a adoção do
modelo livre. Rob Glaser, CEO da RealNetworks, já foi, inclusive, porta-voz da
questão.
"Há duas semanas, na conferência MIDEM International, pedimos que as
gravadoras derrubem o DRM para compras de músicas digitais", afirma
Glaser. "Isto seria a coisa certa para consumidores e para toda a
indústria, de maneira geral".
A Associação da Indústria de Gravadoras dos Estados Unidos (do inglês, RIAA),
no entanto, acredita que a resposta ao problema da pirataria não está na
eliminação do DRM, mas no aproveitamento conjunto das tecnologias que já
existem.
"Todos nós queremos que este mercado funcione e que os fãs aproveitem a
música comprada legalmente em diversos aparelhos ou serviço", afirmou o
grupo em anúncio.
"A questão é como. Uma maneira de fazer isto foi negada
por Steve Jobs em sua carta aberta - a Apple deveria licenciar o FairPlay para
outras empresas. Achamos que esta é a solução".
Jobs mencionou a possibilidade de licenciar seu DRM para rivais, apenas para
negar a opção em razão da preocupação da Apple sobre prováveis vazamentos da
tecnologia proprietária.
"Tais vazamentos podem rapidamente resultar em programas disponíveis
gratuitamente na internet para desabilitar nossa tecnologia de DRM",
escreveu,
A RIAA rejeitou tais preocupações em seu comunicado: "Não temos dúvidas
que uma empresa de tecnologia tão sofisticada e esperta como a Apple poderia
trabalhar com a comunidade para fazer (com que a interoperabilidade) se
tornasse realidade".
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