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Parceiros e rivais reagem à proposta de Jobs de vender música sem DRM

RealNetworks classifica caminho proposto como Steve Jobs como "questão de tempo", enquanto RIAA pede que Apple licencie seu DRM.

Por IDG Now!

09 de fevereiro de 2007 - 12h20
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Logo após a carta aberta de Steve Jobs criticando a tecnologia de gerenciamento de direitos autorais, uma das quatro grandes gravadoras reconheceu que a falta de interoperabilidade entre os players e serviços de música disponíveis se tornou um problema crescente para consumidores.

O grupo que representa a indústria fonográfica pediu que a Apple licenciasse seu DRM FairPLay para outras companhias, enquanto um dos maiores rivais da iTunes Music Store chamou o advento da venda de músicas sem DRM de inevitável.

Toda esta movimentação é reação ao documento divulgado por Steve Jobs no começo da semana no site da Apple em que afirma que a Apple venderá música sem DRM em sua loja caso as quatro grandes gravadoras - Universal Music, Sony BMG, Warner Music e EMI - permitissem.

Pelo menos uma das companhias envolvidas na carta aberta afirmou que vem experimentando oferecer músicas sem DRM. A EMI divulgou canções de artistas como Norah Jones, Relient K e Jessica Simpson sem a tecnologia de restrição em dezembro.

"Os resultados que tivemos até agora são bem positivos", posiciona o porta-voz da EMI, Adam Grossberg. "Achamos que a falta de interoperabilidade está se tornando um problema crescente para consumidores".

A Sony BMG se negou a comentar a carta de Jobs, enquanto Universal e Warner não foram encontradas para comentar a notícia.

Mesmo que respostas positivas não signifiquem necessariamente que a indústria da música abraçará as vendas sem DRM, a RealNetwork, operadora do serviço Rhapsody, um dos principais rivais do iTunes, acredita que o modelo "é apenas uma questão de tempo", segundo palavras de Dan Sheeran, vice-presidente sênior de música da empresa.

A RealNetworks não é uma estranha ao conceito de música sem DRM. A empresa afirma ter trabalhado com gravadoras por diversos anos, encorajando a adoção do modelo livre. Rob Glaser, CEO da RealNetworks, já foi, inclusive, porta-voz da questão.

"Há duas semanas, na conferência MIDEM International, pedimos que as gravadoras derrubem o DRM para compras de músicas digitais", afirma Glaser. "Isto seria a coisa certa para consumidores e para toda a indústria, de maneira geral".

A Associação da Indústria de Gravadoras dos Estados Unidos (do inglês, RIAA), no entanto, acredita que a resposta ao problema da pirataria não está na eliminação do DRM, mas no aproveitamento conjunto das tecnologias que já existem.

"Todos nós queremos que este mercado funcione e que os fãs aproveitem a música comprada legalmente em diversos aparelhos ou serviço", afirmou o grupo em anúncio.

"A questão é como. Uma maneira de fazer isto foi negada por Steve Jobs em sua carta aberta - a Apple deveria licenciar o FairPlay para outras empresas. Achamos que esta é a solução".

Jobs mencionou a possibilidade de licenciar seu DRM para rivais, apenas para negar a opção em razão da preocupação da Apple sobre prováveis vazamentos da tecnologia proprietária.

"Tais vazamentos podem rapidamente resultar em programas disponíveis gratuitamente na internet para desabilitar nossa tecnologia de DRM", escreveu,

A RIAA rejeitou tais preocupações em seu comunicado: "Não temos dúvidas que uma empresa de tecnologia tão sofisticada e esperta como a Apple poderia trabalhar com a comunidade para fazer (com que a interoperabilidade) se tornasse realidade".

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