Negócios
Fornecedores de ERP voltam ao ringue em 2007
Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD
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O executivo comenta também que apesar de a Datasul e a Totvs estarem bem posicionadas no mercado, outras fornecedoras de solução de gestão empresarial brasileiras terão problemas. “Quem é muito pequeno ou será comprado ou vai quebrar, porque é preciso atingir escala e investir muito em pesquisa e são poucos os que conseguem. Essa é uma tendência inevitável”, sentencia.
A Totvs, por sua vez, vê o mercado de maneira mais segmentada. O diretor corporativo de marketing e negócios da companhia, Cláudio Bessa, divide o setor em quatro grupos, ao invés de três. Segundo ele, todo o conjunto de usuários composto por micro, pequenas, médias e grandes empresas será alvo da corporação. E a competição, para Bessa, independe da nacionalidade da empresa: “O ERP segue a lei natural do capitalismo. Independente do tamanho ou da origem geográfica, o fornecedor que estiver bem posicionado vai conseguir se manter, porque o mercado está ficando mais profissional e o diferencial é a eficiência”, acredita.
A unanimidade, entretanto, é que o ERP se tornou uma necessidade e, conseqüentemente, o número de adoções vai aumentar. Antunes, da SAP, chama isso de “inclusão digital empresarial”. “As companhias não têm idéia de que têm um problema, mas estão descobrindo isso e, com o aculturamento do mercado, o número de empresas adotando sistemas de gestão tende apenas a crescer, consolidando oportunidades para todo o mundo”, diz.
Uma pesquisa do IDC revela que as empresas usuárias de soluções de gestão empresarial são atendidas por vários fornecedores – entre eles os já citados nessa reportagem. O destaque é que há uma grande fatia de clientes que usam sistemas de empresas que a consultoria chama de “outras” simplesmente. “É coisa de 20% do mercado”, segundo o presidente da SAP Brasil.
Mas afinal, quem são esses fornecedores anônimos? Na visão de Antunes, mais do que o mistério de quem são essas empresas, o dado representa que existem muitas oportunidades em jogo.
A gerente de pesquisa de software e serviços da IDC na América Latina, Karen Bitran, diz que é difícil generalizar, mas entende que é natural existirem empresas que se preparam para ser vendidas. “Tudo depende de o qual é o objetivo. Por isso, o importante para as fornecedoras nacionais de ERP é ter claro aonde querem chegar e, a partir daí, decidir seus movimentos estratégicos”, aconselha.
Karen diz ainda que a disputa no mercado de ERP em 2007 deverá ser mais emocionante no segmento dos pequenos e médios clientes, em que há uma movimentação desde 2005 que cada vez mais se acentua.
Como já se tornou comum no mundo da TI, a consolidação é uma tendência. A Datasul comunicou que a temporada de compras está aberta e as concorrentes não descartam essa possibilidade. Pela mesma fase, já passaram a Totvs, em 2006, e a Oracle, que enche o carrinho sempre que possível há pelo menos cinco anos – a SAP também faz suas “comprinhas”, é bom que se diga. A disputa no segmento de ERP, portanto, certamente continuará rendendo empolgantes “rounds”.
Se as quatro empresas [SAP, Oracle, Totvs e Datasul] vão encenar uma importante disputa em 2007, Duran – o diretor de consultoria e vendas de aplicativos da companhia de Larry Ellison – não sabe ao certo. Entretanto, ele não hesita em afirmar: “Tudo isso vai ser muito divertido”.
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