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Negócios

PAC gera otimismo moderado na indústria de hardware

Companhias esperam maior efeito no segmento de pequenas e médias empresas, que poderão substituir desktops por servidores de pequeno porte.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

12 de fevereiro de 2007 - 10h24
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Duas semanas depois da assinatura do decreto que estendeu os benefícios fiscais da Lei do Bem a microcomputadores e notebooks de até 4 mil reais, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, a cadeia produtiva do hardware mostra um otimismo moderado sobre o efeito que as medidas terão na demanda.

Uma coisa, no entanto, parece consenso: por mais benéficas que sejam as medidas, nem de longe terão o mesmo efeito da primeira Lei do Bem, de junho de 2005, que fez as vendas de microcomputadores saltarem cerca de 50% em 2006 sobre o ano anterior. Esse primeiro projeto isentava de PIS/Cofins os microcomputadores de até 2,5 mil reais e os notebooks de até 3 mil reais.

A própria Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) projeta que, este ano, as vendas de PCs cresçam cerca de 20% sobre o ano passado, para algo como 10 milhões de máquinas, entre portáteis e computadores de mesa.


O presidente da AmazonPC, Carlos Diniz, por exemplo, anuncia a estréia da companhia na fabricação de servidores de pequeno e médio portes por conta das medidas, mas lembra que, em desktops e notebooks, a grande maioria das máquinas custa menos que os 4 mil reais.

As novas medidas de incentivo também levaram a companhia a decidir pelo lançamento de uma nova família de notebooks com mais recursos, que deve chegar ao mercado por volta de abril, segundo ele.

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