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Futuro dos chips móveis: menores, mais rápidos, frios e eficientes

Por COMPUTERWORLD

14 de fevereiro de 2007 - 08h30
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“Griffin” adiciona tecnologia HyperTransport 3

Alguns meses depois, AMD a deu indicações de que vai lançar outro processador móvel chamado “Griffin”. Também construído sobre 65nm e suportando DD2 800MHz RAM, o produto tem a diferença fundamental de ter o HyperTransport 3, tecnologia que vai gerar mais velocidades de bus e habilidade do processador de diminuir a velocidade ou fechar núcleos individuais se eles não estão sendo utilizados no momento.

Ainda que a AMD tenha se recusado a falar sobre o Griffin, a presença do HyperTransport 3 levou analistas a acreditarem que o Griffin vai estrear na forma de um CPU de quatro núcleos. Tudo indica que o lançamento do Griffin vai coincidir com a completamente nova plataforma da AMD móvel e sem fio chamada “Puma”, que suportaria arquitetura de quatro núcleos, com melhor gerenciamento da energia e compatibilidade com padrão 802.11n.

Aguardando o “Fusion”

Ainda que a AMD não vá lançar seu processador móvel de 45nm até o final de 2008, a empresa foi sincera sobre seu trabalho em um processador inovador chamado “Fusion”.

O processador Fusion é uma CPU multi-core, mas em vez de utilizar dois ou mais idênticos núcleos de CPU, a AMD vai fundir as unidades de processamento do computador com as unidades de processamento gráfico no mesmo chip multi-core. Isso representa uma abordagem relativamente nova na manufatura de chips chamada processamento heterogêneo, um termo que vai crescer em 2007. A AMD anunciou um nome proprietário para a metodologia: Accelerated Processing Units.

Na prática, o que os processadores Fusion vão representar no mundo real para os usuários de laptop? Ainda é cedo para uma resposta definitiva, mas vai aumentar a velocidade nas trocas de informações entre o CPU e o hardware gráfico, o que é interessante para jogos ou para a interface do novo Windows. Em teoria, um CPU/GPU integrado poderia diminuir o consumo de energia e facilitaria a fabricação de laptops ainda menores. Como comparação, a Intel não ofereceu nenhuma indicação de produção de CPU/GPU integrados.

Pode esse road map da AMD significar uma reviravolta em presença de mercado parecida com a que aconteceu no lançamento dos processadores de estação de trabalho Athlon 64 há três ou quatro anos? Só o tempo responderá e nós estaremos atentos.

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