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Horário de verão: mudanças que desafiam a lógica da TI

Ainda atormentados pelos ecos do que foi – ou do que prometia ser – o bug do milênio, diversos administradores de TI em todo o mundo têm calafrios quando ouvem falar em horário de verão.

Por Camila Fusco. do COMPUTERWORLD*

16 de fevereiro de 2007 - 07h24
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Ainda atormentados pelos ecos do que foi – ou do que prometia ser – o bug do milênio, diversos administradores de TI em todo o mundo têm calafrios quando ouvem falar em horário de verão. O motivo? Sem dúvida precisarão lidar com alterações em sistemas, processos e conter eventuais crises capazes de se alastrar pela companhia toda. Isso, claro, caso nenhuma medida preventiva seja tomada rapidamente.

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Basicamente, para a tecnologia a iniciativa representa que software e hardware que contam com configurações de tempo deverão ser checados, avaliados e testados. Além disso, se necessário, devem ser corrigidos com atualizações ou modificados para trabalhar adequadamente.

Os problemas maiores começam a aparecer com a mudança de data do horário de verão. No Brasil, por exemplo, os desafios começaram ainda no ano passado, quando o governo adiou o início do projeto, em função das eleições, de meados de outubro – conforme o calendário de 2005 – para o dia 5 de novembro. Dessa forma, as configurações automáticas já pré-estabelecidas nos sistemas caducaram e o acerto manual foi a alternativa para muitos gestores, que precisarão colocar novamente a mão na massa na próxima semana, com a volta do horário convencional.

Nos Estados Unidos, a situação não é diferente. Em busca de maior economia de energia, o governo decidiu ampliar o horário de verão em algumas semanas, fazendo com que a iniciativa comece em março e termine no primeiro domingo de novembro. As datas iniciais previam que o horário iria de abril a outubro.

Mas para aqueles que acham que o horário de verão não é algo para se perder uma boa noite de sono, o Gartner emite um alerta: as companhias devem, sim, levar a questão a sério. O motivo alegado é que “interrupções na infra-estrutura de TI e em aplicações são prováveis” e que “podem ter implicações significativas para organizações em todo o mundo”. A consultoria disse ainda que as interrupções podem afetar aplicações de calendário, software de billing e programas de segurança, assim como as agendas de negócio e viagens.

Opinião do Leitor [1 comentários]

Sem hora pra nada...

Gostei muito da matéria. Todo ano é a mesma coisa: os compromissos de todo mundo ficam desalinhados... Não dá para entender. Como usuário, meu jeito para evitar dores de cabeça é desligar o reajuste automático do horário de verão.
André - 16 Fev 2007, 13h04
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