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Para analista, Cisco é ameaça a empresas tradicionais de eletrônicos de consumo

Companhias como Sony, Panasonic, Apple e Microsoft devem acompanhar de perto os passos da gigante americana na direção do consumidor final, diz a Strategy Analytics.

Por COMPUTERWORLD

22 de fevereiro de 2007 - 11h44
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A decisão da Cisco de ingressar no mercado de eletrônicos de consumo vai posicionar a companhia como um dos maiores desafios à "velha guarda" da indústria de eletrônicos de consumo, na avaliação de estudo elaborado pela Strategy Analytics.

"A Cisco deve ser acompanhada de perto por qualquer grande player da área de entretenimento digital", afirma David Mercer, principal analista da Strategy Analytics, na página eletrônica da companhia.

A empresa americana pretende se tornar uma marca forte na área de eletrônicos de consumo até o ano 2010 através de uma proposta de transformação no modelo de negócios dessa indústria, o que tem potencial para ameaçar todo competidor já atuante nesse segmento, como Sony, Panasonic, Apple e Microsoft, acreditam os analistas.

Segundo o estudo, no entanto, a gigante da área de conectividade deve enfrentar dois desafios com a estratégia Human Network, demonstrada na última feira CES, de Las Vegas, em janeiro deste ano, com a qual espera utilizar a tecnologia para integrar ainda mais as pessoas e humanizar as relações: resistência a plataformas abertas por parte dos fornecedores de serviços e manutenção da rentabilidade  em vista das apertadas margens normalmente praticadas no segmento de eletrônicos de consumo.

Caso seu plano seja bem-sucedido, entretanto, ela poderá transformar a indústria de eletrônicos de consumo e mudar completamente o ranking das participantes desse segmento, opinam os analistas da Strategy.

O campo estará aberto, desta forma, a uma leva de novos participantes que irão explorar as plataformas digitais do protocolo internet (IP) para suportar as sucessivas ondas de inovação  dos dispositivos que poderão transformar o ambiente competitivo.

Parte da estratégia da Cisco para chegar à casa do cliente foram as aquisições da Linksys, que fabrica aparelhos de voz sobre IP não só para companhias, como também para as residências, e a Kiss Technologies, da Dinamarca, que produz televisores, reprodutores e gravadores de DVDs.

Outra aquisição feita pela Cisco para mirar o usuário final foi a da Scientific Atlanta, companhia que fabrica os decodificadores (set top boxes), caixas que permitem, por exemplo, converter a programação televisiva para os consumidores que ainda dispõem de TV analógica.

Parte dos produtos das recentes aquisições já estão à venda no Brasil com a marca Cisco. A companhia, entretanto, que tem filial no País desde 1994, não tem uma data definida para implantar o conceito Human Network localmente, segundo informações da assessoria de imprensa.

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