Publicidade

Negócios

Países do Mercosul formalizam trabalho conjunto em TI

Em encontro, Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela estabelecem diretrizes para desenvolver o setor de tecnologia, fortalecer as iniciativas de software livre e inclusão digital.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

26 de fevereiro de 2007 - 12h45
página 1 de 1


Representantes de países que integram o Mercosul firmaram um acordo para implementar propostas de trabalho conjunto nas áreas de tecnologia da informação, software livre e inclusão digital.

Em encontro realizado no Rio de Janeiro duas semanas atrás, representantes do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela e integrantes da Unesco debateram uma agenda para fomentar o desenvolvimento do tema nessas regiões.

Entre outras tarefas, os países se propuseram a desenvolver soluções de alfabetização digital e apoio à capacitação de profissionais em TI; trocar experiências e transferir tecnologias de governo eletrônico. Esta última iniciativa tem como meta melhorar a eficiência e elevar a oferta de serviços públicos, reduzir custos e aumentar a transparência da administração.

A carta aberta também esclarece que os países se comprometeram a estabelecer uma rede de apoio mútuo para a difusão e implementação, em âmbito regional, de soluções de inclusão digital, além de promover o desenvolvimento de mecanismos de interoperabilidade baseados nos padrões abertos.

“O Mercosul está forte no compromisso com o software livre. Todos os países que estiveram presentes são veementes na necessidade de avançarmos nisso”, diz Sérgio Rosa, diretor do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e um dos coordenadores do encontro.

Segundo o executivo, entre as iniciativas de inclusão digital também está a discussão cooperada com esses países para a iniciativa Um Computador por Aluno (UCA). Assim como o Brasil, nesse momento, a Argentina também está na fase de desenvolvimento do programa.

“A sinergia que existe no continente em cima desses temas mostra que a região pode ter uma autonomia tecnológica. A proposta desses encontros é fortalecer a relação Sul-Sul que está nas diretrizes da política externa brasileira”, comenta.

Força em software

Também na primeira quinzena de fevereiro, esses países se uniram ao Equador, República Dominicana e México para avançar nas discussões sobre software na região. A idéia para os próximos meses é identificar oportunidades de negócios em desenvolvimento de software e prestação de serviços.

Para avançar nos trabalhos conjuntos, cada país deverá, primeiramente, atualizar seus diagnósticos sobre sua própria indústria de software, disseminar tecnologias que promovam a convergência digital e avaliar custos de transição e migração entre vários tipos de software. Posteriormente, cada país deverá fazer um relatório consolidado sobre o diagnóstico da indústria de software dos países, além de elaborar um documento de orientação para que as empresas participantes sobre as oportunidades identificadas.

Outros objetivos incluem a formação de inteligência na produção de software – estimulando a criação de centros especializados e apoiar programas de intercâmbio tecnológico – e promover o uso de software na administração pública orientado a interoperabilidade, inclusão digital e prestação de serviços.

Fomentar a independência tecnológica dos países participantes em software livre também é um dos objetivos. Entre as tarefas propostas estão a identificação de novas oportunidades criadas com este modelo, promover o intercâmbio de software e estabelecer ações de cooperação para ampliar a participação dos países no mercado de código aberto.

O Fórum Internacional de Software Livre, que acontece em Porto Alegre, em abril, deverá condensar as discussões e as ações tomadas até então.

“Já temos trabalho agendado com o Paraguai e com o Equador, que acaba de trocar o governo e está firme na proposição de software livre. Vamos compartilhar o Carteiro – software de correio eletrônico em código aberto desenvolvido pelo Serpro – e logo seguir a estratégia também com o Equador”, aponta Sérgio Rosa.

Embora neste momento o Brasil aparecer mais como um doador de tecnologia do que um receptor entre os países do grupo justamente em virtude de seu nível de desenvolvimento, o executivo ressalta que a situação deve se reverter em um quadro favorável posteriormente.

“É verdadeiro o fato de que, neste momento, o Brasil tem doado mais do que recebido. Mas esse é o momento de estabelecer relações de aproximação, para em seguida, seguir para relações comerciais. Posteriormente devemos fazer reuniões entre empresários brasileiros e de vários países e aí o Brasil mostrará seu potencial vendedor. Neste momento o governo tem cedido mais, mas isso propicia um ambiente favorável posterior para os negócios”, conclui.

Opinião do Leitor
Não há comentários para essa notícia
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld