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Baixo grau de tecnologia nas exportações distancia Brasil de padrão mundial

Produtos de média e alta intensidade tecnológica representaram 38% do total, em contraste com 60% verificados nos demais países.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

28 de fevereiro de 2007 - 14h47
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O baixo grau de intensidade tecnológica nos produtos predominantes na pauta exportadora brasileira fazem com que o País se distancie do padrão mundial.

Segundo o histórico apresentado pela Deloitte, considerando o período de 2000 a 2005 – último ano que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apresenta dados – 40% das exportações correspondem a commodities, contra a média mundial de 13%.

Produtos de média e alta intensidade tecnológica representaram 38% do total, em contraste com 60% verificados nos demais países.

Em valores, as exportações de bens de alta intensidade tecnológica renderam 5,9 bilhões de dólares ao Brasil em 2004, bem atrás de México – 31,8 bilhões de dólares – Coréia do Sul (75,7 bilhões de dólares) e Cingapura (87,7 bilhões de dólares). Os Estados Unidos faturaram 216 bilhões de dólares com as exportações desses produtos.

Segundo a Deloitte, o Brasil tem necessidade de melhorar seu desempenho exportador, mas para isso precisará vender produtos de alta intensidade tecnológica. Tal fato depende fundamentalmente, porém, de investimentos maciços em educação, ciência e tecnologia para enriquecer os artigos exportados.

Segundo um levantamento do BNDES publicado no ano passado, o Brasil gastava 1% do PIB em pesquisa e desenvolvimento até 2004, frente a 1,3% da China, 2,6% da Coréia do Sul e Estados Unidos e 3,2% no Japão. 

Falta de acompanhamento

Outro ponto destacado pela consultoria com base nas informações do Fórum Econômico Mundial diz respeito à percepção da Amércia Latina e Caribe como pólos inovadores. A região está bem aquém do desempenho de concorrentes asiáticos e do Leste Europeu.

Em uma escala de zero a sete pontos, a região latina aparece com nota três para o indicador de inovação e para o indicador de tecnologia, desempenho considerado fraco. O continente asiático, no entanto, tem notas cinco e seis para inovação e tecnologia, respectivamente, e o Leste Europeu, nota quatro para ambas as categorias.

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