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Negócios

Novo presidente da Xerox Brasil descarta aquisições como forma de crescer

Executivo quer ampliar canais de venda e fazer a subsidiária ser mais agressiva e direta na atuação.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

05 de março de 2007 - 08h30
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O executivo Hervé Tessler, que assumiu a presidência da Xerox Brasil no dia 1 de fevereiro, nega que vá promover qualquer tipo de disrupção na gestão do negócio que vinha sendo conduzida pelo também francês Olivier Ferraton nos dois anos anteriores.

Uma das intenções de Ferraton, entretanto, que era promover aquisições de outras companhias no Brasil, não faz parte dos planos de Tessler, pelo menos não no curto prazo.

Em entrevista exclusiva ao COMPUTERWORLD, Tessler afirmou que "não acredita que a companhia precise disso (aquisições) para crescer". Por isso, disse que "não vê no curto prazo" esse tipo de movimento como estratégia.

Segundo Tessler, em sua gestão ele não pretende mudar o modelo de negócio atual, mas pretende fazer a companhia "mais agressiva, mais direta", além de ampliar o número de canais regionais ao longo do País.

Ferraton, em entrevista ao COMPUTERWORLD no final de 2005, anunciou que a subsidiária planejava fazer compras na área de serviços e disse, inclusive, já haver negociações em curso. As aquisições, entretanto, não aconteceram.

Segundo o presidente anterior da Xerox no País, a companhia não havia registrado crescimento em 2005, algo que ele pretendia retomar em 2006. Mundialmente, a companhia atingiu uma receita líquida de 15,9 bilhões de dólares em 2006 e um lucro líquido de 1,2 bilhão de dólares.

País da cor

Outro dos focos do novo presidente será acelerar o uso dos equipamentos de cópia e impressão coloridos. Segundo Tessler, "em 10 minutos no Brasil você percebe que este é o País da cor".

A maturidade desse mercado, entretanto, ainda não chegou, segundo ele. Por isso, o executivo afirma que empresas como a Xerox "têm de acelerar esse movimento" e ampliar o valor das aplicações coloridas.

A companhia aposta no crescimento dos serviços para escritórios e em grandes corporações de setores como o financeiro, o de telecomunicações e o de infra-estrutura pública (como energia).

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