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Presidente da Xerox defende modelo de troca periódica de executivos

Em quatro anos, subsidiária brasileira recebe o terceiro presidente diferente. O último brasileiro a ocupar o posto deixou a companhia em janeiro de 2003.

Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD

05 de março de 2007 - 09h00
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O francês Hervé Tessler, que assumiu a presidência da Xerox Brasil no dia 1 de fevereiro, sem nunca ter estado no País antes, defende o modelo das trocas periódicas de executivos nas multinacionais como forma de permitir o intercâmbio de conhecimento e, desta forma, enriquecer a companhia.

Tessler substituiu Olivier Ferraton, também francês, que ficou à frente da subsidiária brasileira por dois anos. Antes de Ferraton, ocupou o posto o panamenho Pedro Fábrega, também por dois anos. Em janeiro de 2003, saiu da direção da subsidiária o executivo Guilherme Bettancourt, o último brasileiro a chefiar a filial desde então.

Tessler afirmou que, depois de comandar por dois anos a vice-presidência das operações regionais na Europa Central, Leste Europeu, Israel e Turquia, sabia que estava próximo de mudar de posto. "Não sabia que seria para o Brasil, nem quando exatamente", disse ele, em entrevista ao COMPUTERWORLD.

O executivo, entretanto, vê com naturalidade esse tipo de mudança. "Companhias de TI exigem executivos flexíveis", afirmou Tessler, que acaba de se mudar com a família do Reino Unido para o Rio de Janeiro.

Segundo ele, "mudar (o presidente com essa freqüência) pode trazer valor" para a empresa, já que cada novo executivo traz sua bagagem, sua cultura e conhecimento. "O mercado é muito dinâmico. Por isso, essa mistura de pessoas é interessante", afirmou.

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