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Microsoft: em conflito pelo sucesso do futuro

Acompanhar as mudanças do mundo, do mercado de software e da internet sem perder o bonde, a história e seu lugar de destaque são os maiores desafios da Microsoft.

Por Alexandre Scaglia, do COMPUTERWORLD

06 de março de 2007 - 08h00
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Houve uma época em que o lançamento de um novo sistema operacional da Microsoft era motivo de excitação no mercado. Os fabricantes de hardware esperavam ansiosamente pelo anúncio, na certeza que veriam um verdadeiro impacto positivo em seus números com as compras de clientes – domésticos e corporativos, é bom que se diga – sedentos pela novidade. Os usuários esfregavam as mãos de antecipação, imaginando a enxurrada de novidades tecnológicas que tornariam sua vida mais fácil, e finalmente, a gigante do software ria à toa certa do sucesso alcançado à custa de muitas horas e bilhões de dólares de investimento.

Na verdade, nada foi muito diferente disso no recente lançamento do Windows Vista, que consumiu cerca de 6 bilhões de dólares em investimento e mais de cinco anos de árduo trabalho. A ponto de o vice-presidente sênior do grupo de engenharia para as linhas Windows e Windows Live, Steve Sinofsky, que veio ao Brasil para o lançamento do produto, declarar que “uma das funções de um novo sistema operacional é puxar a adoção de um padrão emergente de hardware por parte dos usuários”.

Logo, assim será. Ou não, como diria Caetano. Uma rápida olhada dos resultados da primeira semana de vendas do Windows Vista indica que a adoção não será tão rápida como querem fazer crer os executivos da Microsoft. Segundo uma estimativa do analista Michael Silver, do Gartner, apenas cerca de 12% dos computadores do mundo estarão rodando o recente sistema até o final do ano. Isso apesar da previsão de que pelo menos três quartos de todos os equipamentos que serão vendidos em 2007 terem o Vista já pré-instalado.

Segundo Silver, somente em 2009 o Vista ultrapassará a base instalada de Windows XP no mercado doméstico. Nas corporações, o cenário não tende a ser muito diferente. À época do lançamento do Vista para esse setor, em novembro do ano passado, os CIOs ouvidos pelo COMPUTERWORLD foram unânimes em afirmar que a mudança do sistema operacional não estava em seus horizontes. Os motivos: a existência de migrações em fase final para outra versão do sistema operacional e o já tradicional período de “quarentena” para que o lançamento se torne um produto estável.

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