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Negócios

Microsoft: em conflito pelo sucesso do futuro

Por Alexandre Scaglia, do COMPUTERWORLD

06 de março de 2007 - 08h00
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Muito convencimento
Outro fato que mostra quão complexa é a tarefa da Microsoft em convencer seus clientes a migrar de sistema operacional é um levantamento realizado pelo Forrester Research no mercado norte-americano que indicava, em dezembro de 2006, que mais de 60% dos consumidores ainda não tinha sequer ouvido falar no Windows Vista. Para tanto, a empresa separou um orçamento (não confirmado) de 500 milhões de dólares, segundo estimativas da publicação especializada em publicidade Advertising Age.

Trazer esses clientes para o novo sistema operacional é primordial para permitir que a Microsoft continue a investir em pesquisa e desenvolvimento. Primeiro para tentar manter sua posição de destaque no setor – Steve Ballmer, CEO da companhia, já avisou que o Vista não será o último produto-base da empresa. Segundo, e mais importante, para que as mudanças do mercado sejam acompanhadas adequadamente pela corporação.

Nas palavras de Ballmer, as principais ameaças à companhia não têm relação com produtos e tecnologias específicas, mas dizem respeito diretamente a modelos de negócios diferentes do seu. E, depois do advento do software aberto, o mundo open source, o cenário tem se tornado cada vez mais difícil para a Microsoft. Com essa competição, em especial, a companhia parece ter aprendido a lidar, principalmente com o que diz respeito ao mercado de servidores corporativos, onde o Linux vem crescendo ano a ano mas costuma atacar mais diretamente a base Unix que os ambientes baseados em sistemas Microsoft. A questão é como será a concorrência em um mundo com players de naturezas tão distintas quanto na era do entretenimento digital, da web 2.0 e do software como serviço.

É aí que reside o maior desafio. Segundo Osvaldo Barbosa, diretor de Online Services Group da Microsoft Brasil, no entanto, a empresa vem se preparando para responder a essas alterações do panorama. “Não será uma mudança repentina. Esse é um processo contínuo, para o qual a linha Live representa um acréscimo de estratégia”, garante. “Não é um negócio novo para nós.”

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