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Negócios

Microsoft: em conflito pelo sucesso do futuro

Por Alexandre Scaglia, do COMPUTERWORLD

06 de março de 2007 - 08h00
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A estratégia Live, anunciada em novembro de 2005, é formada por um conjunto de software e serviços pela internet e tem como foco inicial o usuário final de tecnologia. “É uma evolução na forma como fazemos negócios com indivíduos, que a Microsoft pode aplicar para todas as suas áreas”, diz Barbosa. É nessa linha que estão as armas da companhia para sua luta com o Google, uma disputa que deve acontecer em diversas frentes.

Em uma delas, talvez a mais imediata, o mercado de busca, a Microsoft aposta em sua capacidade técnica para virar um jogo claramente favorável a seu adversário. “Até 3 anos atrás usávamos o algoritmo do Yahoo!, mas desde então vimos investindo em uma solução própria”, conta Barbosa. “Esse é um setor onde o custo de mudança praticamente não existe e é uma briga de longo prazo.”

Uma coisa é certa quando se olha o mercado de busca e a posição da Microsoft: o discurso da empresa está bem afinado. Ballmer, recentemente, afirmou que a guerra será longa e que a vantagem parece pender para sua empresa. O argumento do CEO é que há seis anos o segmento era dominado pelo Yahoo!, que hoje o líder é o Google e que, seguindo a lógica da mudança de líderes com o surgimento de novas tecnologias, a hora da Microsoft está chegando.
Ainda no âmbito da internet, tudo aponta também para uma acirrada disputa pelos usuários de ferramentas de automação de escritório, tradicional filão de grande domínio e lucratividade da companhia – basta dizer que a licença de um novo Office 2007 Professional, atualização, custa 1,1 mil reais. O Google, sempre ele, lançou em outubro o Google Docs, um conjunto de ferramentas que leva para a web as funcionalidades de documentos de textos e de planilhas. Somado ao Google Calendar e ao Gmail, há um claro ataque aos domínios de Bill Gates e seus comandados.

Mas não é o que enxerga Barbosa. “Duvido que as corporações vão aceitar um software gratuito via web com publicidade nas ferramentas”, analisa, com razão, o executivo. “Já as pequenas empresas e os usuários domésticos podem se interessar. Daí a importância de termos ofertas diferentes para demandas diferentes.”

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