Negócios
Microsoft: em conflito pelo sucesso do futuro
Por Alexandre Scaglia, do COMPUTERWORLD
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Por trás desse discurso, está o que a Microsoft batizou de uma estratégia de software mais serviços, em oposição ao software como serviço tão badalado pelo mercado atualmente. “Vamos continuar fazendo e vendendo o Office porque há espaço para isso”, exemplifica Barbosa.
Por enquanto, não há como negar que a cautela em se adaptar a um mercado que muda em velocidade alucinante faz sentido. Afinal, o ganha pão da Microsoft sempre esteve na venda de software. Se antes eles vinham em disquetes e hoje são distribuídos em DVDs (a despeito da facilidade de distribuição online, ainda adotada de forma tímida pela companhia no Windows Marketplace), pouca coisa muda.
A questão é saber como a empresa fará a transição para um mundo onde as ofertas de software em outros modelos de negócios (seja venda online, assinatura ou utilização gratuita que se paga por meio de publicidade) serão cada vez mais tentadoras e tecnicamente satisfatórias. “Acreditamos que será necessário ter um cliente forte na máquina para aí sim o usuário buscar serviços online que tirem proveito dos avanços de hardware alcançados nos últimos anos. Esse é o modelo que vai garantir um melhor desempenho”, garante Barbosa. Falta agora que o restante do mercado também acredite.
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