Negócios
Após abrir capital, Datasul registra lucro de R$ 31,7 mi em 2006
No quatro trimestre, empresa obteve lucro líquido de R$ 11,9 milhões, 44,3% em relação ao mesmo período de 2005, o que moveu a receita líquida do ano a R$ 172,8 milhões.
Por COMPUTERWORLD
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O ano de 2006 para a Dataul, fornecedora de soluções de ERP, gerou uma receita líquida de172,8 milhões de reais e ficou 13,6% acima de 2005. O faturamento por licença de uso foi de 37,9 milhões de reais, 15,2% acima do mesmo período do ano anterior.
O Ebitda, lucro antes das amortizações e importos, ficou em 43,6 milhões de reais, 22,3% superior a 2005, o que representa margem de 25,2%. O lucro líquido do ano foi de 31,7 milhões de reais, um aumento de 59,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, o que representa margem de 18,4%. A carteira de clientes, finalmente, evoluiu 10,6%, o que totaliza 2497 clientes ativos e mais de 243 mil usuários correntes.
Entre os destaques do ano, citado pelo presidente da Datasul, Jorge Steffens, estão a captação de 317 milhões de reais com a abertura de capital na bolsa (do inglês, IPO), a aquisição da Informenge e da argentina Meya, assim como as vendas de modalidade de software como serviço. “Além disso houve o reforço do posicionamento estratégico e canais de distribuição no México e o lançamento de um ERP para empresas de pequeno porte, que é totalmente escalável”, afirma.
Os resultados do ano contaram com os resultados do quarto trimestre de 2006, também anunciados nesta terça-feira (06/03). O lucro líquido ajustado – pelas despesas do IPO – foi de 11,9 milhões de reais no período, acima 44,3% em relação ao mesmo intervalo de 2005. A receita operacional líquida somou 50,6 milhões de reais, 17,8% maior do que o quatro trimestre de 2005.
A receita com licenças, por sua vez, foi de 14,1 milhões de reais, sendo que no último trimestre do ano anterior foi de 10,8 milhões no mesmo período do ano anterior, o que representa um crescimento de 30,2%, sendo que as operações internacionais representaram 8,8% do total.
Para 2007, Steffens diz que pretende crescer entre 13% a 15% na receita operacional líquida, sem considerar aquisições adicionais. “Seguiremos também com o reforço da estrutura de distribuição de vendas, o que deve resultar em uma margem Ebitda da ordem de 24% em 2007”, afirma.
Em relação às aquisições, a companhia pretende continuar com o foco na adição de ferramentas especializadas em verticais e serviços complementares, assim como a atuação na América Latina, com destaque para Argentina e México, onde devem acontecer novas aquisições.
“Em 2007 ainda pretendemos finalizar o clico de aquisições, reforçar a atuação no mercado de médias e grandes empresas – de onde se verificam o maior crescimento e as maiores margens -, expandir a atuação internacional”, finaliza.
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