Negócios
Duelos 2007: HP e Dell disputam a liderança do mercado de PCs
Enfrentando uma série de escândalos, Dell e HP brigam entre si para conquistar o mercado mundial e brasileiro de computadores pessoais.
Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD
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A primeira parte da série de reportagem “Grandes disputas em 2007”, publicada na edição 468 do COMPUTERWORLD, relatou batalhas em que os adversários se enfrentavam diretamente, falando claramente o nome e as fraquezas de seus concorrentes. Agora, a realidade é outra. No confronto pelo controle do mercado de computadores para as corporações, entre Dell e HP, as frases de efeito e a transparência no discurso saem de cena. Sem admitir nem citar a concorrência, os fornecedores fiam-se apenas aos discursos sobre suas próprias empresas e estratégias.
Um fator que ajuda a explicar esse tipo de posicionamento está no momento interno extremamente delicado das duas companhias. Tanto a HP quanto a Dell ainda não se recuperaram dos escândalos que as chacoalharam nos últimos meses, sendo impossível definir, com exatidão, o tamanho do dano causado a marcas, até então, extremamente sólidas em tecnologia da informação.
A Hewlett-Packard está passando por uma das crises mais sérias de sua história. Grandes nomes do time executivo se aposentaram ou foram exonerados graças à descoberta da contratação, pela empresa, de investigadores para descobrir quem era o responsável por vazar certas informações confidenciais à imprensa. Um dos contratados, Bryan Wagner, confessou perante a uma Corte Federal dos EUA que usou meios ilegais para obter conversas telefônicas de conselheiros da HP e de diversos jornalistas.
Ao todo, cinco pessoas da HP foram acusadas de crimes como roubo de identidade e conspiração, entre elas a antiga chairman Patricia Dunn, que alega inocência. O escritório geral de advocacia da Califórnia, EUA, afirmou que a HP vai pagar cerca de 14,5 milhões de dólares para entrar em acordo acerca dos processos civis relacionados com o escândalo. A Securities and Exchange Commission (SEC), órgão nos Estados Unidos equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e a Federal Communications Commission (FCC), equivalente à Anatel, também estão investigando o caso.
Já a Dell se recupera de um escândalo contábil, processada sob a acusação de manipular resultados financeiros, além de estar sob investigação da Securities and Exchange Commission (SEC). Na esfera técnica, a empresa foi atingida por um dos maiores recalls de eletrônicos da história, 4,1 milhões de notebooks, para troca das baterias que se incendiavam. O momento delicado culminou com a saída de Kevin Rollins da função de principal executivo da companhia, com o fundador Michael Dell reassumindo a posição de CEO após dois anos e meio afastado.
O relacionamento entre a Intel e a Dell também foi motivo de escândalo. Ainda que o anúncio do final da exclusividade da Intel como fornecedora de processadores para a empresa tenha sido visto com bons olhos no início, especialmente pelo mercado financeiro, isso mudou. Um processo movido por um acionista do Texas, EUA, divulgado em dois de fevereiro, alega – entre outras fraudes contábeis – que a gigante azul de processadores pagaria cerca de um bilhão de dólares anuais para garantir a exclusividade em produtos Dell, valor que, segundo a acusação, não era contabilizado pela empresa de PCs.
Vamos nos conscientizar.
Independente da disputa entre a HP e a Dell, gostaria de expor a minha indignação, que nós brasileiros, continuamos na condição de meros consumidores de tecnologia ultrapassada dos países desenvolvidos.
Além de algumas máquinas chegarem ao Brasil com meses de atraso nas novidades tecnológicas, as máquinas continuam caras (convertendo o valor para Euros ou Dólar), já que, com o mesmo valor, seria possível comprar uma máquina muito superior nos países desenvolvidos.
Para piorar, falta incentivos fiscais e a falta de poder de compra do brasileiro, as empresas poderiam tomar algumas atitudes, poderiam oferecer prazos maiores para aquisição de máquinas (12 ou 24 vezes), sem juros ou com juros bem menores, para universitários (como ocorre em qualquer país desenvolvido), pois além de terem custos como pagar a faculdade mensalmente, fazer trabalhos, precisam se incluirem digitalmente nesse mercado globalizado e necessitam de agilizar o seu dia-a-dia.
Um abraço e aguardo respostas
Jorge Moreira
Jorge - 07 Mar 2007, 11h17
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