Publicidade

COMPUTERWORLD - O portal voz do mercado de TI e Comunicação

Negócios

Duelos 2007: HP e Dell disputam a liderança do mercado de PCs

Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD

07 de março de 2007 - 08h35
página 2 de 2


Desempenho financeiro

Para complicar ainda mais o cenário, o mercado mundial de PCs decepcionou. Dados da IDC dão conta que o setor cresceu apenas 8,7% no quarto trimestre de 2006, vendendo 65,6 milhões de unidades, valor sensivelmente menor ante a projeção de 10,1% de alta. Os números do Gartner são próximos, com as vendas de PCs crescendo 7,4% durante o trimestre, chegando a 67,3 milhões de unidades vendidas.

Sobre o ano como um todo, a IDC classifica o aumento como tímido. Após registrar alta de 16% em 2005, o setor teve alta de apenas 10% em unidades vendidas em 2006, 228,6 milhões de aparelhos. (Mais informações sobre quatro trimestre de 2006 em vendas PCs você encontra no COMPUTERWORLD Online).

Em um mercado menor do que o esperado, a competição pelas primeiras posições esquentou. A HP garantiu a liderança em dois trimestres consecutivos, tirando a Dell da posição que ocupava desde meados de 2003. Estudo da IDC divulgado em janeiro último, que analisa as vendas em desktops, notebooks, PCS ultraportáteis e servidores x86, indica que a HP teve 3,4% a mais de mercado do que a rival, fechando o quarto trimestre com 18,1% de participação no mercado contra 14,7% da Dell. O próximo competidor, a Lenovo, conta com apenas 7,3% de market share. O Gartner pinta o cenário com 17,4% da HP ante 13,9% da Dell no período.

Ainda assim, no ano, a Dell manteve a sua posição de líder, mas num empate técnico com a HP. A IDC afirma que a Dell registrou 17,1% de mercado contra 17% da HP, com a Lenovo distante na terceira posição, com 7,3%. O Gartner ainda não divulgou os números finais do ano, mas classificou a situação das duas gigantes como um “empate virtual”.

Mercado nacional

“Com os computadores mais potentes e as mudanças sugeridas pelo PAC (programa do governo federal que vai dar, entre outras coisas, subsídios para a compra de PCs até 4 mil reais), o mercado corporativo pode voltar a comprar extensivamente”, aposta Reinaldo Sachis, analista sênior de PCs e notebooks da IDC Brasil. Para ele, a queda do mercado cinza foi um dos grandes responsáveis por essa mudança de comportamento. “Agora, os empresários podem pensar em investir para aumentar a produtividade. Especialmente por que as máquinas em uso nas corporações estão, no geral, bem antigas”, acrescenta.

Ao analisar o mercado de servidores x86, Reinaldo Roveri, analista sênior de servidores e de storage da IDC, destaca o processo que classifica como “movimento dos usuários em busca da marca”. “Com a queda nos preços dos servidores, especialmente naqueles de configuração mais baixa, e as mudanças causadas pelo PAC e pelo Real valorizado, a tendência é que as empresas busquem a marca para ter garantia e status”, define. Para ele, o mercado SMB é uma das maiores oportunidades de negócios no setor.

Nesse cenário, Roveri aponta que, além de competir entre si, Dell e HP vão precisar se defender do crescimento dos fabricantes nacionais. “Tem mais vantagens quem faz manufatura no Brasil. Fabricantes como a Positivo e CCE, para citar alguns, começam a incomodar em incursões ao setor de pequenos servidores”, aponta.

A disputa pelas pequenas e médias empresas será uma das tônicas das gigantes em 2007. Em entrevista por e-mail, Alexandre Lacerda, gerente de marketing de servidores da HP, afirma que “assim como aconteceu com a MP do Bem, a HP avalia como incluir mais modelos dentro do PAC, o que vai beneficiar o SMB”.

Já Sidnei Shibata, da Dell Brasil, ressalta que o modelo direto “tem muita velocidade para implementar mudanças e se adaptar a novos cenários”. Destacando que a Dell teve no País uma taxa de crescimento maior do que a registrada no mundo e que se manteve líder a despeito das movimentações no exterior, ele completa: “Um dos nossos pilares é ser líder em custo, no que o modelo direto ajuda muito”.

A disputa está em aberto, assim como o tamanho dos danos causados pelos escândalos. Conseguirão sobreviver e suportar as baixas? As indicações mais precisas dessa resposta serão dadas em 2007.

Opinião do Leitor [1 comentários]

Vamos nos conscientizar.

Independente da disputa entre a HP e a Dell, gostaria de expor a minha indignação, que nós brasileiros, continuamos na condição de meros consumidores de tecnologia ultrapassada dos países desenvolvidos.
Além de algumas máquinas chegarem ao Brasil com meses de atraso nas novidades tecnológicas, as máquinas continuam caras (convertendo o valor para Euros ou Dólar), já que, com o mesmo valor, seria possível comprar uma máquina muito superior nos países desenvolvidos.
Para piorar, falta incentivos fiscais e a falta de poder de compra do brasileiro, as empresas poderiam tomar algumas atitudes, poderiam oferecer prazos maiores para aquisição de máquinas (12 ou 24 vezes), sem juros ou com juros bem menores, para universitários (como ocorre em qualquer país desenvolvido), pois além de terem custos como pagar a faculdade mensalmente, fazer trabalhos, precisam se incluirem digitalmente nesse mercado globalizado e necessitam de agilizar o seu dia-a-dia.
Um abraço e aguardo respostas
Jorge Moreira
Jorge - 07 Mar 2007, 11h17
Publicidade
Publicidade
As mais lidas
60 melhores empresas de TI e Telecom para trabalhar

A elite do RH de TI e Telecom no Brasil

Computerworld e Instituto GPTW apresentam as Melhores Empresas de TI e Telecom para Trabalhar 2009.

Veja o Especial

Confira o ranking:

  1. Chemtech
  2. Kaizen
  3. Microsoft
  4. Cisco do Brasil
  5. Google Brasil
Veja o ranking completo com as 60 empresas
coluna tv
Newsletters
Assine a Computerworld