Negócios
MIT diz que boas idéias podem não representar nada para inovação
Solução seria pensar em modelagem e investir em experiências para garantir boas implementações, que é o que efetiva as idéias, segundo Michael Schrage, do MIT.
Por Luiza Dalmazo, do COMPUTERWORLD
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Apesar de cobrar equipes e funcionários por boas idéias de negócios, a maioria das empresas é, na verdade, resistente à inovação. Essa foi uma das mensagens do co-diretor do laboratório de iniciativas de mercado eletrônico do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e conselheiro sênior do Programa de Estudos de Segurança do MIT, Michael Schrage, durante a abertura do SAP Fórum 2007.
Muitas vezes, segundo ele, as companhias priorizam a ida com velocidade ao mercado. “Mas isso de nada serve se não for o que o cliente precisa”, diz. “Mas o que se deve levar em conta é a marca da sua inovação. Para construir isso, uma boa saída é perguntar aos seus clientes e usuários. Se a resposta de todos coincidir, essa é sua marca. Se não, você precisa fazer uma segmentação”, completa.
De acordo com o representante do MIT, isso tudo ficou claro durante a explosão das empresas pontocom. “Havia diversos sites de idéias muito boas oferecidos de graça e que não eram acessados. Isso define a diferença entre uma boa idéia e uma boa idéia bem implementada. De nada serve se não acontecer essa boa execução”, garante.
Para que essa implantação saia conforme o planejado, Schrage afirma que é preciso transformar a economia de modelagem em protótipos e simulações. Além disso, o executivo diz que uma das principais dicas aos profissionais de TI é que, quando estiverem na luta por inovações, pensem na modelagem dos clientes. “E modelar para mim significa pensar naquilo que se aproxima da realidade. A locação de uso é que dá a economia da inovação”, define.
Em resumo, para ele, é fundamental que se pense na idéia, em seguida no modelo e finalmente na implementação. Dessa forma, acabará a resistência que se vê à inovação dentro das companhias. “Sim, existe resistência. Porque organizam grupos para ter 50 idéias, mas quantas de fato implementam?”, considera. Os fatores dessa resistência, segundo o representante do MIT, é o medo das falhas e dos custos que isso pode causar. “Exatamente por isso que os modelos são importantes, para associar os riscos aos custos”, afirma.
A modelagem, segundo ele, é a forma de acabar com essas incertezas, que resultam no que o executivo chama de ROU (do inglês, retorno das incertezas). Somado a isso, Schrage alerta que a interação é, da mesma forma, fundamental para o resultado. "A minha sugestão é que vocês sempre pensem: Que ROI (retorno da interação pode comprar o ROU? Fazer experiências por si só não vale a pena. Sua meta é testar para estender o valor ou para desafiá-lo?".
Finalmente, o executivo alerta que é preciso definir o objetivo da inovação e se apoiar em três pontos: bom para os clientes, mais barato para a empresa e mais fácil para os empregados usarem, caso contrário, ressalta, as iniciativas resultarão em desperdício de dinheiro e de tempo. "Uma boa estratégia é fazer o plano 5 por 5. Cinco empregados de várias áreas, discutindo por cinco semanas, sobre uma inovação que pode ser implementada neste prazo para gerar ou economizar 500 mil dólares. A grande maioria das idéias não vai gerar nada, mas teremos duas ou três com alto valor para o futuro", aconselha.
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