Negócios
Empresas que já têm licença de WiMax terão de pagar diferença pela mobilidade
Equipe técnica da Anatel conclui estudo que propõe pagamento adicional ou restrição da mobilidade, como aconteceu no caso da Vésper.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD*
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Empresas como Brasil Telecom, Embratel e Neovia, que adquiriram licenças de banda larga sem fio no leilão realizado em 2002, poderão ter de pagar um adicional para oferecer mobilidade ao serviço. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) explicou hoje que a licença foi feita para o serviço de telefonia fixa e, por isso, não previa a mobilidade.
De acordo com Maximiliano Martinhão, gerente de espectro da Anatel, que participa do seminário WiMax Latin America, as faixas de freqüência estavam destinadas a aplicações fixas, "mas o órgão regulador teve a preocupação de inserir aplicações nomádicas" - aquelas em que o acesso acontece aonde o dispositivo do usuário estiver. "Essa pode ser uma transição salutar para o acesso móvel", afirmou.
O estudo para essa opção já está concluído e será encaminhado ao conselho da Anatel "em semanas", segundo o executivo. A proposta da equipe é que a agência decida que as companhias deverão restringir a mobilidade, assim como foi feito no serviço de telefonia da Vésper, onde a mobilidade só poderia ser exercida dentro da célula, ou um pagamento adicional que contemple o benefício econômico que a operadora terá com a mobilidade.
O conselho poderá optar por uma dessas alternativas ou ainda sugerir uma terceira, explicou Martinhão. No caso do benefício econômico, a diferença vai valer tanto para as novas freqüências que serão licitadas como para as que já foram vendidas em 2002. Ele admite, inclusive, que o preço mínimo naquele leilão "foi menor que o de 2006".
O atual leilão, entretanto, que recebeu mais de 100 propostas no dia 4 de setembro, foi suspenso pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que questionou os preços mínimos estabelecidos pela Anatel. Segundo Martinhão, a agência já deu todos os esclarecimentos pedidos e a questão depende, agora, da deliberação pelo plenário do tribunal.
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