Negócios
Licitação para telecentros vai recomeçar do zero
Governo decide reiniciar processo depois da desclassificação da Diebold Procomp na seleção dos microcomputadores.
Por Taís Fuoco, do COMPUTERWORLD*
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A implantação de 5,4 mil telecentros no País, pontos de acesso gratuito à internet para a população, vai sofrer um atraso de no mínimo três meses. O ministério das Comunicações, que realizou o pregão para a contratação dos fornecedores em dezembro, decidiu recomeçar todo o processo do zero.
O pregão eletrônico aconteceu no dia 28 de dezembro. A Diebold Procomp obteve contratos no total de R$ 109,78 milhões, já que venceu as disputas para fornecer os microcomputadores, os servidores, as impressoras, os roteadores e os estabilizadores aos 5,4 mil telecentros.
A companhia seria responsável por fabricar 54 mil computadores (10 a cada telecentro) e 5,4 mil servidores e iria fornecer também impressoras a laser fabricadas pela Lexmark e os estabilizadores de fabricação da MicroSol. A Philco (hoje marca da Gradiente) venceu a disputa para equipar os telecentros com televisores, enquanto a Metrocomm iria fornecer os projetores multimídia e os aparelhos de DVD, respectivamente das marcas Epson e Proview.
Nos testes feitos em janeiro para mostrar que atende as especificações técnicas exigidas no edital para os microcomputadores, no entanto, a Procomp não teve sucesso e o processo foi interrompido. A companhia chegou a entrar com recurso para ter direito a novos testes porque alegou que a pressão da concorrência atrapalhou seu desempenho.
O diretor de inclusão digital do ministério das Comunicações, Heliomar Medeiros de Lima, afirmou há pouco, no seminário WiMax Latin America, que a pasta decidiu refazer todo o processo, e não apenas a escolha dos microcomputadores.
Um novo edital vai ser republicado até o final deste mês. Segundo ele, com o recomeço, o ministério quer "alterar algumas coisas" no edital, a partir de sugestões dos próprios participantes, "e reduzir um pouco mais os preços" obtidos pelo pregão, onde já venceu a menor oferta.
Após a licitação, o governo federal vai doar os equipamentos para as prefeituras de todo o País e cada uma delas, em contrapartida, será responsável por arcar com o funcionamento do telecentro e sua manutenção.
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