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Red Hat: não venderemos nossa alma como a Novell

Gerente-geral para América Latina, Gabriel Szulik, diz que acordos como o da Novell com a Microsoft estão fora de cogitação. Isso porque 'no DNA da Red Hat está o código aberto'.

Por Camila Fusco, do COMPUTERWORLD

14 de março de 2007 - 13h59
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ATUALIZADA ÀS 16H50 - Acordos semelhantes ao firmado pela Novell com a Microsoft – para interoperabilidade de sistemas - estão fora dos planos da Red Hat.

Um dos motivos alegados é que a tecnologia empregada pela companhia já traz níveis satisfatórios de interoperabilidade com outros sistemas - fechados ou não. Outra razão é que um acordo nestes moldes poderia ferir até os princípios da companhia.

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"Não vamos vender nossa alma como a Novell fez. Somos uma companhia 100% aberta e nossos sistemas podem se adaptar a qualquer plataforma", disse Gabriel Szulik, gerente-geral da Red Hat para a América Latina. “Se alguém é fiel aos seus princípios, não precisa assumir esse tipo de acordo. Para a comunidade open source, o que a Novell fez foi traição. Muitos desenvolvedores inclusive foram embora da companhia por não concordarem com modelo.”

A afirmação foi feita durante o lançamento do Red Hat Enterprise Linux 5, nesta quarta-feira (14/03). Segundo o executivo, a Red Hat não necessita fazer acordos desse tipo nem mesmo comercialmente justamente em virtude da grande rede de parceiros que a companhia mantém. No Brasil a companhia tem três distribuidores e 24 parceiros, e pretende expandir essa rede nos próximos meses.

A Novell alega que conseguirá mais retorno financeiro, já que terá também como canal de vendas os parceiros da Microsoft na oferta de Suse Linux. Na avaliação de Alejandro Chocolat, gerente-geral da Red Hat no Brasil, nem mesmo essa justificativa vale para estabelecer uma parceria assim. “Jamais faríamos algo assim, como a Novell que está traindo seus princípios, por motivos simplesmente financeiros, por 500 ou 600 milhões de dólares”, disse. “O DNA da Red Hat é open source”.

O executivo ressaltou ainda que se a Microsoft realmente estivesse interessada em garantir a interoperabilidade, ela mesma deveria oferecer interfaces compatíveis com sistemas abertos.

Parcerias relativas

No entanto, a Red Hat enfatiza a possibilidade de estabelecer parcerias com empresas que também mantêm iniciativas de código aberto. “Por que estabelecer parceria com a Microsoft por exemplo, que tem 5 ou 6 mil patentes de software no mundo, enquanto podemos nos aproximar da IBM, que tem mais de 30 mil?”, indagou Julián Somodi, gerente geral da Red Hat para a América do Sul.

Entre as alianças globais que a companhia já mantém estão IBM, HP, Dell, Intel, AMD e Unisys.

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