Negócios
Patricia Dunn assume culpa em processo de investigação fraudulenta na HP
A ex-presidente da HP e três outros acusados aceitam proposta da Advocacia da California de assumir a culpa para ter a pena reduzida.
Por COMPUTERWORLD
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A Advocacia Geral da California aceitou hoje a declaração de culpa da ex-presidente da Hewlett-Packard, Patricia Dunn, do crime de contravenção no caso de espionagem entre os membros do conselho de administração da companhia, que veio à tona no ano passado.
Três outros acusados no caso - Kevin Hunsaker, Ronald DeLia e Matthew DePante - também receberam permissão para assumirem a culpa no caso que envolveu uma fraudulenta rede de comunicações, de acordo com a Advocacia. Em janeiro, a Justiça do estado havia oferecido redução de pena caso os executivos se declarassem culpados.
Hunsaker era o advogado da HP, DeLia era um investigador da empresa particular Security Outsourcing Solutions e DePante era um consultor independente da Action Research Group.
Os quatro executivos são acusados de manter uma rede fraudulenta de comunicações, além de mau uso de dados de computador, roubo de identidade e conspiração.
Eles tentavam desvendar quais conselheiros estavam passando à imprensa informações sigilosas da companhia discutidas no board.
No nível corporativo, a HP aceitou pagar 14,5 milhões de dólares em dezembro como indenização por possíveis prejuízos no caso.
A história veio a público no ano passado, quando a HP informou ter aberto um processo de investigação para descobrir as fontes das informações veiculadas na imprensa americana.
Os detetives particulares contratados usavam a tática de se fazer passar por outras pessoas para ter acesso a telefonemas e senhas dos investigados.
Patricia Dunn e Hunsaker renunciaram aos cargos após a divulgação do processo.
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