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Negócios

O mercado de ERP não sobreviverá sem SOA

Por Luciana Coen, do COMPUTERWORLD

21 de março de 2007 - 16h30
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CW – A Oracle já olhou ou olha para essas duas empresas como comprador?

GENESINI - Não estou dizendo que é impossível, mas acho improvável neste momento. Não dá para dizer que nunca vai acontecer. Mas eu dificilmente compraria uma empresa que tem uma solução específica para um país só ou para uma região. Eu tenho a impressão inclusive que se fosse para acontecer, já teria acontecido. Neste momento, quem comprar vai ter de compra na bolsa.

Acho improvável que percam a identidade como solução local ou regional, que é o que são hoje. O Brasil tem uma solução. Se pegar a última pesquisa da FGV, as nacionais são, inclusive, maiores do que a SAP no mercado. A proporção é de 24% para sistemas nacionais, 23% para a SAP e 16% para a Oracle. Isto significa que o mercado se consolidou muito fortemente neste middle market.

Este mercado precisa de várias experiências. Eventualmente alguém teve uma má experiência e passa para os outros, ou o contrário. É possível que o middle market cresça muito por causa desta rede de informações. É muito importante para todo mundo que o pequeno e médio empresário conte para todo mundo. Isto cria um círculo que é muito importante.

Totvs e Datasul são concorrentes importantes. Sabem mais do Brasil do que as outras grandes concorrentes. E vão obviamente ter de conviver com uma condição de ter alguém com poder de investimento muito maior do que eles.
Principalmente em SOA, todos tem de criar para simplificar. Eles vão ter de concorrer com gente que está descendo no mercado. Há uma determinação da Oracle muito forte para entrar no mercado de middle market. Como tem a SAP. Este é um desafio interessante. E as empresas nacionais têm a experiência de vender picado, por isso são concorrentes importantes.

CW - Peoplesoft e JD Edwards. Qual é a força das marcas Peoplesoft e JD Edwards no mercado nacional? Como vocês tratam os clientes destas linhas?

GENESINI - Primeiro, mais do que marca, porque no fundo tudo virou Oracle, é o produto. Os produtos continuam existindo. A Oracle dá suporte ilimitadamente para qualquer linha de produtos. O cliente nunca será obrigado a fazer migrações. A Oracle havia colocado uma data – que era 2013, e agora já anunciou que não terá mais a migração. Será suporte ilimitado.
Recentemente fizemos anúncio de todas as atualizações de nossas cinco linhas de produtos, JD Edwards, Peoplesoft e Siebel. Lançamos versões novas e terão versões subseqüentes. Neste momento, a decisão da Oracle é esta. Estes produtos estão sendo envolvidos por soluções SOA também.  A nossa postura em relação aos produtos que adquirimos é cuidar bem dos clientes e fazer com que se sintam bem. E que não tenham de tomar nenhuma decisão forçada. Na medida do possível. As duas preocupações principais eram o suporte e a evolução dos produtos, e acho que isto está razoavelmente bem resolvido.

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