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Negócios

Oracle processa a SAP por ‘roubo de informações’

Oracle processa a empresa alemã sob a alegação de quebra da lei contra fraude, acesso ilegal a dados confidenciais e competição desleal.

Por COMPUTERWORLD

22 de março de 2007 - 17h20
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Atualizada em 22 de março de 2007 às 18h48

A Oracle processou a divisão da SAP na América do Norte e a subsidiária TomorrowNow na corte distrital norte na Califórnia, Estados Unidos. Detalhes do processo podem ser encontrados aqui (material em inglês). A TomorrowNow fornece manutenção e suporte terceirizado em grande parte das aplicações da Oracle relacionadas com as aquisições da PeopleSoft, Siebel e JD Edwards.

“Este caso trata de roubo corporativo em grande escala,” afirma o processo. A Oracle alega ter descoberto que a SAP está “engajada em realizar acessos sistemáticos e ilegais” para sistemas computadorizados de suporte aos clientes da Oracle.

No processo, o fornecedor de base de dados, aplicações e middleware alega que a SAP violou o Ato Federal de Fraude e Abuso Computacional e o Ato da Califórnia de Acesso de Dados e Fraude. Oracle também acusa a SAP de interferência intencional com perspectivas de vantagens econômicas, de competição desleal e de conspiração civil. A Oracle está processando também 50 pessoas que não foram nomeadas que seriam, segundo a empresa, empregados da SAP que teriam participado da ação.

A Oracle demanda um julgamento com júri e está buscando reparação por danos. Pelos termos do processo, a Oracle tem objetivo de “bloquear as intrusões ilegais e os roubos no sistema computacional, impedir que a SAP utilize os materiais que adquiriu ilegalmente para competir contra a Oracle e reparar danos e os pagamentos com advogados”.

“Através desta estratégia, a SAP roubou milhares de softwares proprietários, com copyright e outros materiais confidenciais que a Oracle desenvolveu para usar no suporte de seus próprios usuários,” afirma o processo.

O processo aponta um período incomum de alta atividade de download no web site do Oracle Customer Connection para as aplicações em PeopleSoft e JD Edwards em novembro e dezembro de 2006. O portal possui material da Oracle com copyright includindo atualizações de software, correções de brechas e patches. Usuários pagantes do serviço da Oracle entram no sistema através de suas senhas e baixam o software que precisam. Em lugar de usuários genuínos, o processo afirma que empregados da SAP usaram credenciais de clientes da Oracle cujo os contratos de suporte já tinham vencido ou estavam próximos a vencer. Então, estes funcionários teriam copiado o software da Oracle e o material de suporte.

No total, a Oracle afirma ter descoberto mais de 10 mil downloads não autorizados. O fornecedor alega que os downloads eram originados de um IP (Internet Protocol) de Bryan, no Texas, EUA, região na qual está o escritório da SAP America e da subsidiária TomorrowNow. A Oracle afirma que os endereços de IP conectam diretamente à rede SAP.

Através desse acesso, a SAP terminou com uma “biblioteca ilegal do código de software da Oracle que tem copyright,” afirma a Oracle. Usando essas informações, a SAP teria oferecido serviços de preço baixíssimo para clientes Oracle com a esperança de que eles migrassem para as aplicações da empresa alemã.

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