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Mercado brasileiro de TI movimentará US$ 18,6 bilhões em 2007, estima IDC

Estudo "The Brazil Black Book" aponta que cifra brasileira crescerá 14,5% impulsionada por serviços e pelo aumento na venda de PCs.

Por Guilherme Felliti, do IDG Now!

22 de março de 2007 - 17h24
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O mercado brasileiro de tecnologia da informação deverá fechar 2007 com receita de 18,6 bilhões de dólares, aumento de 14,5% em comparação com o ano anterior, segundo projeção divulgada pelo IDC nesta quinta-feira (22/03).

A estimativa, consolidada na análise "Brazil Spending Patterns: The Brazil Black Book",  ultrapassa os 12,8% de crescimentos registrados na comparação entre 2005 e 2006, quando o setor ficou avaliado em 16,2 bilhões de  dólares.

As estatísticas do estudo apontam para uma maturidade maior do mercado brasileiro de tecnologia principalmente em comparação a outros países do bloco conhecido como BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), graças à maior participação dos serviços no setor de tecnologia.

Mesmo na China, atual líder de crescimento tecnológico do BRIC, apenas 16% dos investimentos previstos para a estimativa de faturamento de 38 bilhões de dólares para 2007 é representada por serviços, enquanto a mesma fatia brasileira obedece a uma média de 40%.

No país oriental, a espinha dorsal do crescimento ainda é a venda de PCs, que representa 36,3% do mercado.

Emerson Gibin,  gerente de Pesquisas da IDC para América Latina, explica que, mesmo mais maduro, o mercado brasileiro apresenta taxas menores de crescimento que Índia e China, em razão de seus mercados gigantescos, "o que lhes abre um campo enorme para exportar".

As ações de inclusão digital do Governo e a popularização de notebooks entre os brasileiros também deverá ter reflexos no balanço deste ano.

Segundo Gibin, a expectativa é que a compra de desktops e laptops aumente 16% em valor no Brasil, cifra acima dos 13% esperados para a China, mas ainda abaixo dos 19,5% que a Índia deverá experimentar com seu programa de informatização rural.

O executivo acredito, porém, que, mesmo com um prazo estimado de dez anos até que a base instalada brasileira se torne madura o suficiente, o aumento na venda de desktops deverá ser ultrapassado pelos serviços, mesmo com os incentivos federais.

"A partir do momento em que (o mercado) fica maduro, como já está os Estados Unidos, temos uma questão de renovação, o que freia crescimentos maiores", analisa Gibin.

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