Negócios
Histórias de horror em TI: (des)casos de governo
Por mais que os governos mundiais divulguem o discurso de que tecnologia da informação tem crescido como prioridade nas políticas públicas, a verdade é que não são poucos os casos em que o empenho deixa a desejar. Veja alguns desses episódios.
Por COMPUTERWORLD*
Por mais que os governos mundiais divulguem o discurso de que tecnologia da informação tem crescido como prioridade nas políticas públicas, a verdade é que não são poucos os casos em que o empenho ou o planejamento em certos projetos deixam a desejar. Isso sem falar nos casos de superfaturamento ou mesmo desmandos em incidentes importantes.
Nesta quarta matéria da série “Histórias de horror em TI”, acompanhe a lista de cinco episódios de falhas em projetos ou gestões governamentais.
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Imagine voltar no tempo no trabalho e ter que fazer seu trabalho apenas com ferramentas tecnológicas do século 20. Pode ser engraçado desde que o trabalho em questão não seja o seu, certo? O Departamento do Interior dos Estados Unidos foi reprovado em um teste de segurança feito por um painel da Câmara e foi obrigado a desligar sua conexão de internet e e-mail até que questões de segurança fossem resolvidas. Os usuários foram desconectados por mais de dois meses e os funcionários simplesmente pararam no tempo. Não era um dos ambientes mais agradáveis para se trabalhar. Tem alguma dúvida?
"Na realidade todo mundo está mal. Se você fosse dar uma nota para toda a América corporativa, veria também várias notas 'F' - equivalente a notas em torno de 4 pontos" - Bruce Schneier, guru de segurança.
Como explicar o inexplicável
O Departamento dos Antigos Combatentes (Department of Veterans Affairs) norte-americano registrou o roubo de um laptop três dias depois dele ter, de fato, desaparecido de dentro da casa de um funcionário do órgão. Detalhe: com um disco rígido lotado de dados pessoais de nada menos do que 26,5 milhões de outros veteranos. O departamento alegou posteriormente que recuperou o laptop com os dados intactos. Três homens foram presos, mas foi o deles o único comportamento criminoso? A seqüência de eventos mostrou episódios no mínimo estranhos: vários executivos renunciando aos cargos, além de um pipocar de processos e legislações mais reforçadas. No entanto, ainda existem questões pendentes de investigação.
"Essa situação pode ser um caso interessante de estudo de falta de políticas, liderança falha e arrogância organizacional” – Bob Filner, deputado republicano.
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