Negócios
Telecom Italia envolvida em novo escândalo de espionagem
Em uma história próxima aos filmes de ação, quatro executivos da operadora italiana foram presos sob acusação de usar spywares para espionar jornalistas.
Por COMPUTERWORLD
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Quatro empregados da Telecom Italia foram presos sob alegação de espionagem, trazendo uma nova leva de escândalos para a empresa.
Em 2006, membros do conselho da HP foram acusados espionar jornalistas ilegalmente.
Os suspeitos foram identificados como Fabio Ghioni, o chefe do departamento de segurança da informação da Telecom Italia, seu assistente Rocco Lucia, e Guglielmo Sasinini, um antigo jornalista que foi contratado para realizar a análise de risco para a região do Oriente Médio.
As informações estão no mandato de prisão com 230 páginas assinado pelo juiz Giuseppe Gennari. O quarto mandato foi expedido para a prisão de Giuliano Tavaroli, o chefe anterior do departamento de segurança da informação da Telecom Italia.
Os quatros são acusados de utilizar ativos da Telecom Italia para espionar Vittorio Colao, o antigo CEO do grupo editorial Rizzoli Corriere della Sera (RCS), e Massimo Mucchetti, o sub-diretor do jornal Corriere della Sera, como parte de uma elaborada operação de inteligência que possui todas as características de um thriller.
Ghioni e seus colegas teriam espionado Mucchetti por causa dos artigos do jornalista com informações importantes sobre a Telecom Italia e sua companhia controladora, Pirelli, de acordo com um artigo no Corriere della Sera, que contém trechos de um livro de Mucchetti sobre o tema.
Ghioni era o chefe de um time com 10 pessoas chamado “Tiger Team”, criado para rodar testes de invasões na Telecom Italia. Para espionar o jornalista, ele teria utilizado um Trojan, um servidor em Roma da Telecom Italia e máquinas no Brasil e na Suíça para quebrar as defesas do notebook pessoal de Colao e pegar dados críticos.
Entre os documentos teriam sido roubados estão um rascunho do business plan de três anos da RCS. Ghioni teria explorado o roubo ao contatar a RCS e alertar a companhia que sua política de segurança está inadequada. Ele comunicou executivos da companhia que o plano de negócios estava rodando por diversos web sites na internet e se ofereceu para assumir a função de segurança na RCS, de acordo com artigos de jornais publicados na Itália na sexta.
O “modus operandi” lembra a estratégia utilizada pelo antigo chefe do departamento, Tavaroli, que teria subido ao topo do departamento de segurança da Telecom Italia simulando uma descoberta de uma escuta eletrônica plantada no carro do CEO, ação que causou a demissão do CSO anterior.
Os suspeitos teriam explorados contatos com representantes do serviço de inteligência da França 'Direction de la Surveillance du Territoire' (DST) para espionar o chairman da Pirelli, Marco Tronchetti Provera, e sua família enquanto eles estavam em férias por Paris. Ghioni e seus colegas também são acusados de espionar as contas bancárias de Mucchetti e de, também, de terem contratado uma mulher jovem e bonita para to circular em um bar próximo ao Corriere della Sera para seduzir o sub-diretor.
Ainda que possa ter sido vítima da espionagem do Tiger Team, Tronchetti Provera também foi acusado por uma vítima que teria interesse nos dados coletados por Ghioni, Tavaroli e os associados.
Tronchetti Provera divulgou uma declaração oficial garantindo que nunca autorizou nenhuma coleta de informação para ninguém e que “não tomou absolutamente parte em nenhuma atividade ilegal.”
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